sábado, janeiro 31, 2009

Delcir Sonda

O assunto que mais tem me intrigado ultimamente é a participação de Delcir Sonda em todas as grandes contratações do Inter. Foi ele quem comprou 50% dos direitos federativos do Nilmar. Foi ele mesmo quem ajudou a trazer o D`Alessandro para o Beira-Rio e agora ele é responsável pela vinda do Kléber. Minha dúvida é qual a verdadeira relação dele com o Inter. Porque ele escolheu o Colorado pra fazer estas parcerias? Também tenho dúvidas quanto as intenções dele: é apenas ganhar dinheiro com as negociações futuras destes jogadores?
Outra coisa que eu não sabia é que antes destes três jogadores que eu citei é que ele também fez parte das negociações envolvendo o Rafael Sóbis e o Renteria. Além disto, e aí e o que mais e preocupa, parece que ele tem porcentagem de jogadores da base do Inter. Será que é verdade? E se for: estes negócios podem ser uma espécie de troca de favores?
Acho a questão bem delicada. Sempre fui contra parcerias de clubes com empresas, pois no futebol brasileiro todas, sem exceção deram erradas. Neste caso, é uma parceria diferente, mas não podemos esquecer que o Sonda e dono de uma rede de supermercados, ou seja, um ramo sem nenhuma relação direta com o futebol. Eu temo que o Clube perca a sua autonomia, principalmente, na formação de jogadores. Alguém tem informações mais detalhadas destes negócios?
Fica aqui a minha dica aos nobres conselheiros que fazem parte do BV: tentem se informar a respeito do caso, pois este é um assunto que tem que ficar bem esclarecido.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

O Campeonato que ninguém vê

O jogo entre Inter e São Luiz na última quarta (28/01/09) em um estádio sem a menor infra-estrutura para receber uma equipe de primeira linha é uma amostra da triste decadência do Campeonato Gaúcho. Promovido por uma Federação feudal que criou um calendário "Frankstein" para forçar os gre-Nais e esconder o notório desinteresse dos torcedores revelado pela pífia média de público. Enfim, a quem interessa o Gauchão como ele é?
Desde que me conheço por gente, a FGF é controlada por Emídio Perondi (1991 à 2004) e seu sucessor indicado Francisco Noveletto (De 2004 até...). E o Campeonato sempre foi igual, ou seja, diferente a cada ano, desorganizado e inchado. Ou se vê o jogo num Beira-Rio, de regra, vazio, ou se vê o jogo pela televisão, naqueles estádios sem luz e sem visibilidade da linha lateral, isso quando o gramado não é um atoleiro.
A primeira divisão do Campeonato Brasileiro, de um país de 190 milhões de habitantes, tem 20 times, já a divisão de elite do Gauchão tem 16 times, em um território de 11 milhões de pessoas, ou seja, o número de times “percapta” no Gauchão é 13,8 vezes maior que do Brasileirão. Isso causa o prolongamento do Campeonato e o desequilíbrio entre os competidores.
A média de público da segunda rodada do Gauchão foi de ridículos 2,9 mil pagantes por jogo. Essa ausência de público é resolvida pela Federação através de um campeonato "Frankstein", como bem definiu nosso amigo Daniel Chiodelli. Melhorar as instalações, exigir um mínimo de infra-estrutura nos estádios da série A? Filtrar melhor, diminuindo o número de participantes? Nada disso. O que se faz é explorar ao máximo a Dupla Grenal. Cria-se vários jogos "decisivos", Taça FC, Taça FK e Taça de Campeão. Um monte de premiozinhos para enganar a "massa", vender jornal e ganhar audiência. Fórmula essa copiada do "exemplar" futebol carioca.
As alternativas para o Gauchão são infinitas, pode-se regionalizar o campeonato, pode-se extingui-lo, torná-lo mais enxuto, recriar a Copa Sul/Minas (alguém sabe por que não deu certo?). O que não se pode aceitar é ver jogadores de alto valor, que fazem parte de um projeto ainda mais valioso, em estádios onde não há a menor infra-estrutura para um jogo de primeira linha. Quem quer disputar um campeonato com times da Série A, que apresente infra-estrutura para isso. Só não se pode deixar a Federação, responsável pelo Campeonato, como está: devendo organização e RESULTADOS.
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Recomendo a leitura do texto “Quem ama (ainda) os estaduais?”, no Blog Olhar Crônico Esportivo. (aqui)


18 anos e vestindo vermelho

A minha sobrinha Karen que está me visitando aqui nos EUA pela primeira vez, hoje está fazendo 18 anos de idade. Ela tá feliz da vida vendo neve pela primeira vez na sua vida, fazendo compras e vendo muitas coisas novas. É com muito prazer que a gente recebe ela e minha irmã aqui (minha irmã que não vinha aos EUA desde 1978 quando foi morar no Brasil).

Mas como um bom colorado que sou eu não poderia deixar de esquecer que ela (e o irmão mais velho dela) é da geração anos 90 quando muitas crianças Gaúchas caíram no lado errado da bola, o lado Azul.

Sem um Colorado fanático para guia-los na epoca meu sobrinho (de 20 anos) e sobrinha (agora 18) acabaram sendo influenciados por resultados e colegas de aula. Nasceram com destino Colorado mas nunca chegaram lá .... mas tudo isso mudou hoje!

Hoje a Karen vestiu a camisa Vermelha do Inter pela primeira vez na sua vida! Mesmo com um pouco de receio com a possivel reação de seus amigos Gremistas (e irmão mais velho) ela vestiu a camisa Colorada para umas fotos. Talvez seja o quarto que ela está dormindo que tem fotos, bandeiras e posters do Inter pela parede. Talvez ela queira agradar o Tio, o Irmão pequeno (esse sim é colorado graças a força do meu Pai o Joe) e o Vô (que vai ficar MUITO feliz em ver a foto!). Acho que com o apoio da massa colorada ela é capaz de continuar vestindo a camisa Vermelha!

Feliz aniversário Karen e quem sabe tu não vai a um jogo no Beira Rio apos seu retorno ao Brasil!


PS: Um baita video do Inter goleando a seleção da Tchecoslováquia em 79. Era tudo tão facil na epoca ou ao menos parecia ser. Valeu, Tiago Colorado no Canada pelo link.



quinta-feira, janeiro 29, 2009

Inspiração

Quarta-feira, 13:10.


O moleque Taison despertou pra vida há alguns jogos, sempre entrando no decorrer da partida, não decepciona. Assim o fez em jogos do Campeonato Brasileiro passado e, com autoridade, na final da Sulamericana. No último domingo seu ímpeto foi determinante, entrou em campo pra marcar duas vezes e mostrar aos “macacos velhos” que corre espelhando D’Alessandro, mas luta com personalidade própria.


Mais que o bom momento do garoto, valeu o cuidado que teve a comissão técnica com a ascensão gradual do jogador. Taison foi solicitado pela torcida diversas vezes, mas vem se afirmando à medida que se sente a vontade, seguro. Isto é postura que vem de cima e digna de reconhecimento.


Hoje, o menino “petulante” idealiza suas jogadas, gols, sua vida futebolística cheia de anseios e entusiasmo. Igual a tudo na vida, o começo vem repleto de sonhos e a rotina revela os infortúnios. O pior deles para um criador é a falta de inspiração. Não se sabe dizer muito bem o motivo, nem quando acontece. Talvez exista um, mas talvez nenhum. O fato é que um dia sempre nos passa e há de acontecer com nosso novo tesouro alvi rubro, ninguém escapa. Espero que tarde a chegar e dure pouco, pois a tortura desse vácuo massacra tanto um determinado quanto a falta de amor, ainda que este lhe cause dor, para um apaixonado.


Não sei que conselho eu poderia dar a um sofredor deste mal, pois perdi a minha, ando procurando por todos os lados. E não acho. Os arquivos salvos por data são uma farsa, estão no computador como se um texto ali existisse. Basta, porém, abrir para flagrar duas ou três linhas pessimamente escritas, sem qualquer brilho, parecendo um cão perdido.


O que talvez me tranqüilize é que volta sem nenhum aviso, simplesmente reaparece. Aguardo a partida de logo mais e, quem sabe, alguma travessura eloqüente do menino tão cheio de vida, que só não invejo porque meu coração colorado lhe tem que prestigiar.


Quinta-feira, 08:37.


Acho que eu devia ter ficado quieta, talvez a falta de inspiração seja como a epidemia de Ensaio sobre a Cegueira... Contagiosa.



Quadrado Mágico, sifu...Nilmar, Bambis


Quadrado Mágico.....arghhhhhh !
Dida
Cafu, Lucio, Juan e Roberto Carlos
Gilberto Silva, Zé Roberto
Kaká e Robinho
Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaucho

1 – Dois laterais quase aposentados, um deles (Cafu) querendo bater recorde individual
2 – Zagueiros em razoável fase técnica e física
3 – Dois volantes defensivos, um mais fixo, outro com mais técnico e com mobilidade (Zé Roberto)
4 - Dois meias, Kaká e Robinho, nada afeitos à marcação, um jogando para o time, outro jogando para si e para a platéia. Na minha maneira de ver futebol ambos são 3ºs atacantes de chegada na área que deveriam atuar somente na intermediária ofensiva, Kaká mais centralizado, Robinho mais pro lado do campo, só deveria jogar um deles com um 3º volante ´faz tudo` , de marcação, mobilidade e chegada na área também.
5 – Dois atacantes, R Gaúcho e R Nazário, completamente fora de fora e nada ´afeitos` a sofrerem marcação, jogavam muuuito longe da área, R. Gaúcho assistente privilegiado em campo, não mais motivado para a correria do futebol atual, R. Nazário quase ex-atleta, que pela falta de preparo físico pro choque deveria tentar a jogada coletiva, mas não tem bola (nem inteligência futebolística) nem temperamento para tal, é um individualista. Também pensando em bater recordes de gols em Copas do Mundo.

No quadrado mágico sem mecânica do Parreira em que somente o talento resolveria (oxxx caraxxx vão se assuxxxtarrr com a Amarelinha) ainda teve uma vantagem sobre a ´gororoba colorada` vigente desde 2007...2009, os lados onde os jogadores atuavam eram seus preferenciais, o Cafu e R Carlos eram laterais, o Zé Roberto cobria a esquerda o Gilberto Silva cobria a direita, a qualidade técnica era superior, embora a ´soberba` também fosse...

Esquema sifu....Nilmar
O Inter sonhado hoje por muitos é
Lauro
Bolívar, Índio, Sorondo (Álvaro) e Marcão
Sandro, Magrão
Guina e D´Ale
Alex e Nilmar

Ou

Lauro
Bolívar, Índio, Sorondo (Álvaro) e Marcão (agora Kleber)
Magrão e Guina
D´Ale e Alex
Nilmar e Taison ( ou Walter ou Leandrão, agora Alecsandro )

Não vai funcionar.....
1 - Alex não é atacante nem meio-campo, é um 3º atacante, para ele jogar teria que ter mais um bom e forte 3º volante no meio-campo para ´compensar`, este 3º volante não será jamais o D ´Ale, isto é trabalho é trabalho para um Tinga / Vargas ou Guina, até o Giuliano (sub-20), e um atacante para jogar com o Nilmar (2º atacante) que precisa de companhia e que jamais será o D ´Ale e nem é o Alex(já se viu isto...)
2 - No Inter o Bolívar (lado direito) jamais será lateral,
3 - No meio-campo / ataque temos 03 jogadores canhotos, isto entorta qualquer time, ainda mais não-contando com o apoio pela direita do Bolívar, a linha de fundo no Inter é só pela esquerda e a bola quando vai não tem ninguém para cabecear (R. Nazário não sabe cabecear...) !
Então ficaria:
Lauro
Arilton (Daniel), Índio, Sorondo (Álvaro) e Marcão (M Cordeiro, agora Kleber)
Sandro (Magrão / Danny) e Guina (/ Magrão / Paulinho / Gleydson)
Magrão (Giuliano / Guina) e D´Ale (Alex)
Nilmar e Taison ( ou Walter ou Leandrão, agora Alecsandro )
Nosso nó górdio é D´Ale ou Alex na função que o Tinga fazia em 2006, marcava, buscava o jogo, assumia o jogo, marcava e enfrentava a maração, aparecia nos lados do campo preferencialmente pela direita, (a esquerda era do JW não do Alex), entrava na área e fazia (perdia) gols, mas era o ´alta rotação` o tempo todo, dava o ritmo para o time.

Será que é difícil entender isto ? Quem faz isto no Inter ? D´Ale ou Alex ?
Você decide.....

Ontem foi o esquema sifu....Nilmar e Taison
Falando em mágica ontem, sem meio-campo, como jogar futebol ? Não tem mágica que faça aquele meio-campo jogar.
Aliás, tem uma característica incompatível com o futebol jogado hoje, o jogador não pode esperar a bola parado em campo para depois sair jogando, tem que correr antes para receber, pois qualquer time ruim marca só os que jogam e correm, caso ontem de Magrão, Taison e Nilmar, ontem os ´parados marcha-lenta` foram Bolívar, Maycon, Rosinei e Andrézinho (mascarada sua ´grande atuação pelo gol, um chute e uma grande jogada no mais, uma ´coisinha` no meio-campo), isto me lembra alguém no Gauchão passado. O Marcão até que tentou jogar, ir à frente e abriu um corredor nas costas que ninguém conseguiu cobrir. Ontem quem jogou bola, fez botou o Inter na roda foi o fraco time São Luiz, que se tivesse atacantes...., então 1 x 0 foi goleada, por sinal o Esportivo que tomou 5, ontem ganhou do São José que nos complicou no domingo.

Que grupo bom é este que temos se os reservas que ontem jogaram são muito ruins ? Dá para alegar ter faltado algum jogador contra o São Luiz ? Sempre teremos desfalques, o que não pode é alguns de ontem vestir o manto vermelho...ou sequer estarem no grupo

Bambis...
No SP o pessoal do meio-campo, Hernanes, Jean, Hugo. JW marca, corre, joga, chuta, cruza e faz gols, o pessoal do ataque, Dagoberto, Washington, Borges também marca, corre, chuta e faz gols. Apesar do Muricy, lá a direção sabe contratar e deixa pouca margem para o treinador, não tem jogador preguiçoso, lento ou manhoso, ou mascarado...jogador ruim nem pensar !

Aqui....quanta diferença ! É gratidão, é respeito aos mais veteranos, é o grupo fechado, é beicinho quando vai pro banco, é cadeira cativa no time ! Lá o que intessa para a direção e torcida são os títulos e para isso é que os jogadores são pagos !



Inter bate o São Luiz

Com gol do Andrezinho o Inter venceu hoje a noite. Como estou de viagem não pude assistir a partida e então deixo esse espaço aberto para os que assistiram. Mas achei ironico que o gol do jogo foi feito pelo Andrezinho (coxa colada como alguns o chama) que é muito criticado por torcedores. Eu até acho o Andrezinho um otimo jogador de elenco. E o Nilmar vai fazer gol esse ano?

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O Pensamento Mágico

Não queria, mas vou colocar o dedo na ferida. A maioria vai odiar, mas não sofro da síndrome da “ejaculação precoce” (valeu Severo). Odeio conclusões definitivas. Principalmente quando elas são precipitadas.

As duas grandes carências do Internacional são conhecidas de todos os colorados: as laterais e o isolamento do Nilmar no ataque.

Não é novidade para ninguém dessas deficiências; a “América” já foi descoberta há muito tempo.

Desde a saída do F9 que ocasionalmente jogava mais centralizado na pequena área (quando não jogava mais recuado) que não temos aquele tradicional camisa 9, o "homem de referência" como alguns dizem. Passamos o ano de 2008 com um 4-5-1 que apesar de muitas vezes efetivo, não é um esquema de grande poderio ofensivo, haja visto a pequena quantidade de gols marcados durante o campeonato brasileiro.

O problema das laterais é ainda pior, pois remonta da saída do Jorge Wagner e do Ceará, nos longínquos anos de 2006 (JW) e 2007 (Ceará). Em 2007 foram feitas muitas apostas para essas posições, mas nenhuma delas satisfatória, culminando num aproveitamento de inúmeros jogadores sem que nenhum deles conseguisse se firmar.

Esses problemas não são de hoje. Bem pelo contrário. São o "quebra-cabeças" que pode nos afastar dos títulos, e que precisa ser solucionado.

A direção e a comissão técnica sabem disso. Os maiores investimentos no ano do centenário chegaram ontem, e tendem a suprir essas carências: Kléber e Alecsandro.




Por fim resta a lateral-direita, e ali reside uma aposta, um "guri" que tem boas referências do Coritiba, e só. O ideal seria um nome mais experiente e tarimbado, mas por favor, ninguém pode julgar nada em definitivo antes de uma considerável sequência de jogos.

Me desculpem, o Gauchão é sim obrigação, mas tão importante quanto taça no armário, é utilizar esta competição para dar ritmo de jogo aos atletas, e principalmente dar uma formatação tática a equipe. Como fazer isso se com 2 jogos já foi decidido que o treinador não serve, que o esquema é pura retranca e que o Centenário está perdido?

Olha, é bem melhor fazer testes e tentar resolver os problemas do time agora nos jogos contra o São José, São Luiz de Ijuí e Juventude do que chegar na metade do ano, na fase decisiva da Copa do Brasil e começo do Brasileirão sem ter um esquema e uma equipe definida.

2007 inteiro foi gasto na busca de soluções para os problemas mencionados, e de repente acaba-se tendo esse pensamento mágico que exige ou acredita que 10 dias de pré-temporada e 2 jogos iriam sanar um problema que vem de longa data. Bom, não faz sentindo nenhum para este que vos escreve.

Aliás, devo estar ficando velho, pois minha memória deve estar me traindo, mas me parece que os denominados burros de outrora, talvez precipitadamente crucificados, sejam os mesmos que vem ganhando os títulos de relevância no futebol brasileiro.

Imagino que eles devem ser burros porque o trabalho deles demora pra aparecer, porque se fossem bons, faziam que nem o Grêmio do Celso Roth, que no ano passado saiu patrolando no campeonato gaúcho, na copa do Brasil, no Brasileirão. Isso sim é que é treinador. Logo se viu que aquele time ia ganhar tudo que disputasse!!!!

Já o São Paulo, aquela equipe que começou e TERMINOU o ano jogando um futebol feio, pragmático, sem laterais e que dependia exclusivamente daquela jogada manjada de atirar bola na área, esse sim, devia ter demitido o seu treinador o quanto antes. Com poucos jogos na temporada dava pra perceber que a "maionese ia desandar". Quando foi eliminado da Libertadores então, foi uma vergonha não reformular tudo. Direção sem culhões!!! Incompetentes!

Ah os reforços que acrescentarão qualidade nas posições de carência do time nem estrearam. Não conseguimos repetir uma escalação ainda. Os jogadores estão sofrendo com o início de temporada. Tudo desculpas minhas, da imprensa, da comissão técnica. Esse tópico toda é uma desculpa.

Titi fora, Piffero fora, vamos mandar as nabas embora e reformular mais de metade do plantel. Mudança de rumo já, do jeito que está não pode continuar. Afinal, continuidade, tempo para trabalhar e trabalho sério não ganham campeonato. Não ganham?!?!






Ps: E antes que eu me esqueça, este tópico não tem nada a ver com as nabas ou com preferências de escalação e afins.

Não é do meu feitio ser explícito, mas trata-se apenas de uma crítica ao pessimismo e precipitação que vejo tomar conta de alguns pelo futebol apresentado nos dois jogos na temporada. Nada mais que isso.


terça-feira, janeiro 27, 2009

Bem de Perto

Domingo pude ver o Inter de perto, bem de perto, no Passo D’Areia. O estádio do Zequinha é um atentado à segurança. Uma única entrada/saída para a torcida do Inter. Um funil. Sorte que a briga de poucos torcedores se resolveu praticamente sozinha, embora alguns brigadianos tenham, quando a coisa já estava se acalmando, provocado uma correria desnecessária. Mesmo assim, agraciado pela sorte em meio a tantos fatores de risco, pude ver o jogo em paz. E bem de perto.

Eis que o que era pra ser uma experiência agradável de ver meu time bem próximo ao gramado tornou-se algo, de fato, desagradável. Acho que aquela frase “De perto, ninguém é normal”, de autoria duvidosa, aplica-se bem ao jogo de ontem, pois, de pertinho, os defeitos do nosso time ficaram muito mais evidentes aos meus olhos. Embora, verdade seja dita, anteontem, até de Marte seria possível ver os absurdos contidos na escalação e formação tática(?) do Inter.

Ainda no aquecimento dos jogadores em campo, percebi que jogaríamos com Maycon e Rosinei, ficando claro que Tite repetiria quatro zagueiros e três volantes, como já o fizera no primeiro tempo contra o Santa Cruz. Ficou evidente a idéia de não sofrer riscos atrás e deixar que Nilmar, D’Alessandro e Alex resolvessem tudo na frente. Mas não foi o que vi.

No pequeno, porém bom gramado do Passo D’Areia, vi o time do Zequinha muito bem disposto em campo e consciente. E, não apenas defendendo, mas atacando, com Sandro Sotilli e “Uh!” Fabiano. E como atacar um time com quatro zagueiros e três volantes num gamado de dimensões reduzidas? Chutando de fora da área (e foram dois chutes perigosíssimos que passaram rente ao gol de Lauro), e pelos lados do campo. Indubitavelmente, as situações mais perigosas de gol, e o próprio gol do São José, surgiram de jogadas de linha de fundo, de bolas vindas dos lados do campo para a área do Inter.

Mas daí eu questiono? Como pode um time com quatro zagueiros e três volantes, num gramado diminuto, conceder espaço para perigosos chutes de fora da área e jogadas de linha de fundo? E respondo: não adianta escalar 5 zagueiros e 5 volantes, se o time não tiver qualidade. O adversário achará os espaços. A propósito, tá na hora de parar com essa verdade absoluta de que temos um super grupo. Bastam dois ou três desfalques para desmentir essa tese. Para certas posições, não temos sequer um titular da função.

Ainda no primeiro tempo vi que invariavelmente quando o Zequinha perdia a posse de bola, recuava e deixava espaço para que o Inter avançasse pela direita, com Bolívar. Claro, era por ali o menor risco para o time da Zona Norte. Sorte nossa que Fabiano é ponta direita. Fosse canhoto, teríamos ressuscitado nosso ex-jogador.

Mas Bolívar não é lateral, Bolívar é zagueiro. Na falta de um lateral direito no grupo, ele até pode e deve ser escalado contra times mais fortes, quando sua função for apenas defender, destruir, chutar a bola pra frente. Mas contra times menores, ele receberá constrangedores espaços para avançar e pouco ou nada fará. Não sem deixar uma avenida às suas costas. E o Zequinha, do perspicaz treinador André Luis, soube explorar bem nossas deficiências.

Enquanto isso, no meio, eu estou até agora tentando me lembrar de alguma participação que não tenha sido meramente burocrática de Maycon e Rosinei. Estavam ali, em campo, uniforme bonito, limpinho, bem alinhado. Um deles tem um penteado todo estiloso. Também correm com estilo. Mas não muito rápido, nem chegam muito forte. Vai que desarruma o uniforme? Vai que estraga o penteado? É que tá bom ser reserva do Inter hoje em dia. Eles têm moral, porque todos dizem que temos grupo, mas quando eles jogam (e jogam mal), não têm culpa, pois são reservas, o time tá desfalcado.

Menos mal que lá pelos vinte do segundo tempo o Tite resolveu colocar o Taison. E o Taison, sozinho, resolveu. Não teve nada de tático coletivo nos gols do Taison. Foram dois golaços, daqueles de dar orgulho, daqueles de fazer questão de rever várias vezes, por diversos ângulos na TV. Mas evidenciaram também a total ausência de esquema tático definido, de padrão de jogo. Vai lá e resolve, já que até agora ninguém resolveu.

Em meio a tudo isso, Alex e D’Alessandro se perderam em razão dos famosos critérios de arbitragem. O Zequinha provocou, o Inter caiu na provocação, e a arbitragem... Cada juiz tem o seu critério. Eles têm liberdade para interpretar os lances. O que determina como cada um deles interpreta? Sua personalidade, sua formação, seu caráter, experiências de vida. O que posso afirmar é que quem é gaúcho e gosta de futebol, ou é gremista ou é colorado. E árbitro de futebol gosta de futebol. Não sei se eles são tão evoluídos a ponto de abstraírem totalmente seu passado ao entrarem em campo para apitar. Acho que não. Portanto, é um risco com o qual temos que nos habituar. Há cerca de 50% de chances de termos nossos lances interpretados por alguém que não gosta da cor das nossas camisas. Nossos jogadores têm que saber disso e se cuidar.

Mas como futebol é eficiência, apesar de todas essas deficiências que apontei no Inter, fomos mais competentes nas finalizações. Temos Taison, eles Fabiano. Temos o futuro, eles o passado. Enfim, vencemos.

Para a próxima partida, o time estará ainda mais descaracterizado. Não é culpa do treinador. Mas estou curioso para ver o que ele vai apresentar em campo. Há uma linha muito tênue entre a cautela e a covardia. Não é mais acentuada a linha que divide a coragem da estupidez. Sei que não é fácil achar o ponto de equilíbrio, mas os profissionais do Inter ganham muito bem pra isso. E eu, que pago em dia, me sinto no direito de cobrar.


RASGA O PAPEL

Diz Magrão:

"No papel...Inter entre os melhores do Brasil"

Mas Magrão corretamente continua:

"... mas só no papel não basta. Isso não ganha jogo. Se fosse assim, teríamos brigado pelo título brasileiro e não brigamos".

Exatamente. Já cansei desse papo de que temos grande time (no papel) que temos astros como Dalessandro, Nilmar etc...porque no fim o que importa é levantar a taça. A SulAmericana acabou dando mais credito a essa teoria de melhor time mas na verdade é no Brasileirão que isso tem que ser provado. Mas como todos aqui já falaram ainda faltam algumas peças e depois falta provar que essas peças são as soluções. Essa novela de melhor time do Brasil já tá rolando a tempo, mas sem ser provado.

E o Taison hein? Esse guri pode ter um grande futuro. Acho que ele já provou que é mais que uma mera promessa (como foi os Gemeos e outros). Se manter a cabeça no lugar Taison pode ser um grande jogador no futuro.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

estou em washington no topo do washington memorialvista....capitolio ao fundo. foto via celular

sábado, janeiro 24, 2009

O Atacante e o Escanteio

A falta de um goleador no Inter é algo eminente. Apesar de Nilmar ser muito rapido em suas arrancadas e desconcertar os defensores adversarios com dribles longos ele não é um goleador nato, não daqueles que resolvem de costas para o gol, sob pressão em espaço reduzido.
Haja a vista a quantidade de gols marcados em contra-ataques ou em chutes de longa distancia e em contrapartida os poucos gols feitos de cabeça na ultima metade de 2008.

Esse numero não é exato mas no jogo contra o Nautico no BR por exemplo cobramos alguma coisa em torno de 25 escanteios até balançarmos as redes
Nilmar é um grande jogador, disso não se tem duvidas, mas a presença imponente dentro da area me agrada, não só pelo fato de estar convencionado que o camisa 9 tem que ter no minimo imposição fisica mas pelo aproveitamento gerado pelo individuo em bolas lançadas na boca do gol.

Alguns podem até discordar alegando não termos laterais com fortes ambições ofensivas. Oque é fato. Mas é fato também que para um time que já foi até campeão brasileiro usando a cabeça em uma cobrança de escanteio o aproveitamento do corner recentemente tem sido terrível. As estatisticas mostram por exemplo gols de cabeça marcados por zagueiros,especialmente Indio. Não que isso seja demerito mas traz a tona as fragilidades do ataque.

Temos ainda bem vivos na memoria gols antológicos marcados por Fernandão, nosso ultimo centoavante titular, depois de belas bolas vindas da linha de fundo. Obvio que bons cobradores facilitam o trabalho e na maioria das vezez tem um alto percentual na participação positiva, mas nesse quesito estamos muito bem acessorados atualmente por D'ale e Alex.

No Futebol pode até haver distinção entre o gol de placa e o simples feito pelo gigante que pouco vinha participando da partida mas na sumula não consta a qualidade e sim a quantidade de gols anotados e gol bonito não ganha titulo.
Infelizmente não sabemos exatamente oque apresentava Luis Carlos nos treinamentos oque sabemos é que não agradaram o TT e as oportunidades ficaram aquém das expectativas e sua paticipação foi praticamante nula.

As noticias que foram vinculadas na imprensa com relação a contratação do Alecsandro dão conta que sua estatura (1,81mt) não tem sido empecilio para ser bom cabeceador. Esperamos anciosamente para que assim seja pois o Nilmar terá companhia oque pode facilitar as jogadas de flanco e por ventura escanteios.
Esperamos anciosamente que ele faça gols simples e que os tiros de canto voltem a criar grandes expectativas nas arquibancadas.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A experiência de Rodrigo Araújo

Deixo com vocês um dos textos que norteiam minha visão sobre estádios de futebol, ele é a base de muito do que tenho defendido no Blog Beira-Rio 2014.
E falta muito ainda para que entendam aqui no Brasil o que é um verdadeiro espetáculo de futebol.
Ah, o autor não é o Rodrigo Araújo colorado do Blog Vamo, Vamo Inter.
Boa leitura.
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A experiência de Rodrigo Araújo.
Estádios do Benfica, Porto e Sporting são exemplos de facilidade ao torcedor
Fonte: GLOBOESPORTE.COM
O Brasil tem estádios para fazer uma Copa do Mundo? Esta não é a questão mais importante para nós. O que não temos, e isso sim é preocupante, é a idéia exata do que deve ser um estádio de futebol. A Eurocopa de 2004 e a Copa do Mundo da Alemanha este ano mostraram que, para entender de estádio, é necessário entender o que é um espetáculo de futebol.
Os europeus sabem o que é um espetáculo. Eles o fazem com a nossa matéria-prima, o jogador. E com outro ingrediente que anda em falta no nosso mercadinho de futebol: respeito ao torcedor. Um estádio não se resume simplesmente a um conceito arquitetônico. Nasce do desejo de receber, da melhor maneira possível, os torcedores. Clientes. É um centro de lazer. Uma casa de espetáculos. Um negócio.
Na Copa da Alemanha conheci somente um estádio, o Allianz Arena, em Munique. Aquele pneu branco que sobressai na paisagem da cidade alemã. Os números do estádio impressionam. Ele custou 340 milhões de euros, consumiu 22 mil toneladas de aço e tem 37 mil metros quadrados de área construída. A operação é feita com tecnologia de última geração. Um cenário preparado para a grande estrela: quem paga a conta.
A sensação de conforto não se restringe ao simples fato de estar acomodado num assento confortável – e os do Allianz Arena são. Acesso fácil, circulação tranqüila fora e dentro do estádio, espaço bem aproveitado, boas opções de alimentação, ótima comunicação visual para orientação dos torcedores. Com tudo isso, dá prazer chegar antes. Dá prazer consumir antes, durante e depois do jogo. É um centro de lazer. Uma casa de espetáculos. Um negócio.
A capacidade é de 66 mil espectadores, e cada um deles pode comprovar que, numa casa de espetáculo, é fundamental ver o artista de perto, o que é muito difícil em alguns dos nossos "colossos". No Allianz vi dois jogos ao nível do campo, incluindo a abertura da Copa (Alemanha x Costa Rica), e outro na arquibancada superior. E vi muito bem os três jogos, o que não chega a ser um grande diferencial. É básico para quem vende e para quem compra um espetáculo.
Tradição demolida - Depois da Copa, em Portugal, conheci três dos estádios usados na Eurocopa 2004. Os estádios dos três maiores clubes portugueses: Benfica, Porto e Sporting.  Para aqueles que tremem quando ouvem alguém dizer que o Maracanã deve ser demolido e reconstruído (me incluo entre esses, confesso), são três monumentos de ingratidão. Mas o saldo é altamente positivo. Da tradição demolida surgiram três belos estádios.
Dos três, o que mais impressiona é o do Futebol Clube do Porto. O proprietário do antigo Estádio das Antas hoje atua no imponente Estádio do Dragão. Não parece um estádio. Parece um teatro de futebol. Beleza e funcionalidade fizeram uma tabelinha perfeita. A arquitetura moderna permite que, de fora do estádio, você consiga ver uma pequena parte do campo. O começo da visita oficial é pelo luxuoso setor vip, onde mais uma vez você tem a sensação de que não está num estádio de futebol – ou pelo menos o que imaginamos ser um estádio de futebol.
O placar é um símbolo do conceito de operação moderna e rentável de um estádio: quando não há jogo, ele gira e se torna um painel publicitário externo. A perfeição na iluminação e na utilização racional de energia tornou o Dragão o primeiro estádio europeu a receber, da Comissão Européia, o certificado "Green Light". Vamos encontrar um defeito? O estádio é todo aberto. O ar circula livremente. No inverno talvez isso não seja necessariamente agradável.
Em Lisboa, no novo Estádio da Luz, quem saiu perdendo foi Eusébio. No antigo estádio a estátua do maior jogador português de todos os tempos ficava num lugar de destaque, logo na entrada. Agora fica perto de uma das saídas no estacionamento. Eusébio merecia mais no palco que foi projetado pela mesma empresa responsável pelo Estádio Olímpico de Sydney.
Mas o Eusébio de verdade deve se sentir feliz com o novo local. Bonito, com luxo em alguns setores e um toque futurista na arquitetura, o Estádio da Luz é motivo de orgulho para os torcedores do Benfica. O gigantismo perdeu para o conforto: o antigo tinha 120 mil lugares, e o atual possui quase 65 mil lugares. Todos com ótima visão do campo. E para quem quiser fazer uma comprinha antes e depois do jogo, o centro comercial tem, além da boa loja oficial do clube, um supermercado. 
O estádio do Sporting tem uma curiosa convivência entre tradição e modernidade. Perto da moderna fachada está chumbado na parede o portão de ferro do primeiro estádio do clube. O antigo José Alvalade deu lugar a um complexo comercial que atende pelo pomposo nome de Alvaládia XXI. A visita oficial ao belo e amplo museu do clube e ao estádio começa por um hall que mais parece o de uma grande empresa. 
Vale a pena chegar cedo para ver o Sporting jogar. Você pode almoçar antes do jogo na ampla praça de alimentação e passear pelo centro comercial. Depois pode pegar um cineminha ou utilizar os outros centros de diversão do complexo. No andar vip, você pode ver o jogo confortavelmente instalado em camarotes que, durante a semana, são utilizados para empresas reunirem cliente e fecharem negócios. O Estádio José de Alvalade foi considerado cinco estrelas pela UEFA. Apesar do gosto duvidoso do excesso de cores nas cadeiras, é mais um dos estádios que, apesar do bom porte, deixa o torcedor bem íntimo do espetáculo, independentemente de onde ele esteja acomodado.
Fiquei impressionado com tudo o que vi. A primeira sensação é ficar um pouco deprimido: será que vamos chegar a ter algo próximo disso tudo no Brasil? Pode ser. Mas não é uma questão simplesmente de ter recursos. Esses aparecem. O que ainda não apareceu é a percepção de que o futebol é mais do que um esporte e de que o estádio é mais do que um local onde se senta para ver um jogo. Isso parece complexo demais? Não, nem um pouco. O conceito é simples: tudo deve ser feito para facilitar a vida do torcedor. Isso é um estádio moderno. 


NILMAR VAZANDO?

As ultimas noticias pela Internet indicam que o ultimo jogo do Nilmar será contra o São José pois estaria saíndo para o Palerno que insiste em contratá-lo...será? Ou seria mais fofoca sem fundamento da midia Gaúcha? Que centenario é esse quando vendemos o melhor atacante semanas antes de completar 100 anos?

Ué?

quinta-feira, janeiro 22, 2009

CONTINUA FALTANDO ALGO

Primeiramente um parabens especial aos Bloguistas do BV que tem escrito diariamente no Blog Vermelho durante essas ferias de futebol. Eu fico pouco inspirado durante essas semanas sem futebol. Ler o noticiario logo fica chato. Desde o fim do Brasileirão quantas vezes os jornais já venderam Guinazu, Alex, DÁlessandro, Nilmar, Indio entre outros? O Unico que parecem ter acertado foi o Edinho...finalmente.

Com todo respeito ao Edinho, tava na hora mesmo dele sair. Boa sorte a ele no Lecce. Esse Paulinho entrou bem no lugar dele Domingo e parece prometer.

Como falei eu andava pouco animado com as ferias futebolisticas e ainda mais que fui passar alguns dias de ferias em Miami com uns amigos do Brasil e ontem minha irmã veio visitar aqui nos EUA pela primeira vez em 30 anos desde que ele saiu dos EUA para morar no Brasil. Por uma razão ou outra nunca dava pra ela vir e então finalmente ela está aqui novamente por algumas semanas, ela e minha sobrinha a filha dela (que viu neve pela primeira vez ontem).

Mas Domingo liguei a TV e vi que o jogo seria transmitido ao Vivo no PFC e logo me animei pra ver o Inter novamente. Quando o time entrou em campo pensei "Putz que timão...Nilmar, Dale, Guina, Alex, Magrão etc ..." meio que te proposito esquecendo as fraquezas do time. Só vi aquela camisa vermelha, a torcida no Beira Rio e fiquei animado.

Ainda pensei, Time do Interior, vão levar um monte. Mas esqueci que os times do Interior hoje não são mais os bobos times do Interior dos anos 70 e 80 que automaticamente levavam 5 ou 6 da dupla Grenal. Logo me dei conta que no Inter CONTINUA FALTANDO ALGO. O Nilmar será que vai durar sendo o unico atacante de verdade? Vai ser dificil. A realidade é que precisamos de um atacante de verdade ao lado dele. O Alex deveria fazer o papel que o Mario Sergio fazia no Inter em 79, o quarto home do meio campo, meio meio campista, meio atacante-ponta esquerda. Ao lado de Nilmar vai ser dificil o Nilmar aguentar sozinho. Quem sabe esse Alecsandro seja o cara...não sei.

E aí a velha historia dos laterais. Bolivar não parecia um lateral, parecia um zagueiro ajudando na lateral! E na esquerda Marcão que não consegue ser unanimidade nem com a torcida ou os tecnicos. Tudo exatamente como era em 2008. Falta algo para fazer o jogo fluir melhor, abrir mais nas laterais (com laterais de verdade) e ter mais do que 1 atacante lá na frente. Sem isso e sem os jogadores certos nessas funções vai continuar sendo complicado.

Agora, não que temos um time ruim, bem pelo contrario, temos otimos jogadores e até um otimo banco, mas são essas pequenas peças que precisam ser ajustados para termos um OTIMO time e não apenas um bom time.

Vamos torcer que essas soluções são apresentadas o mais rapido possivel!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Eu já sabia.........que os nabas atrapalham !


Primeiro jogo do ano Cem !

Estacionamento com um metro de grama !
Parte do jogo no segundo tempo com Iluminação de boate !
Problemas em catracas !
Problemas nos banheiros !
Filas nos quiosques de comes !

E o principal, velhos defeitos no time por bastante culpa de concepção do treinador !

Bolívar não é lateral, só serve para marcação contra times mais fortes (agressivos) em jogos pontuais, se precisar dele para ir ao fundo e cruzar, esquece !
Marcão está 01 ano mais velho...portanto, cruzes !
Paulinho bom jogador, esperto, ágil e tem bom passe de bola, melhor do que Edinho e Maycon, mas é baixo para a posição...
Taison na meia é gozação do Tite, é um 2º atacante pelo lado do campo (só lado direito, Tite), pois no lado esquerdo o campo precisaria ter 180 metros, lhe falta fundamento de chute e passe, ainda é afoito, está longe de ´estar pronto` ainda mais jogando onde não sabe !
Magrão e Guina seguram o piano, mas se precisarem tocar, a coisa complica, até contra time fraco, caso de ontem ! Até conseguem eventualmente ...
Alex em plena forma não se mexe em campo, sem ritmo, vira um Edinho, talvez por isto ele vá sentir falta do Edinho, pois quando perdeu 02 bolas ontem o Sta. Cruz foi na cara do gol !
Dale sem companhia para criar e pelo lado direito jogou pouco, quando foi pro lado esquerdo melhorou, a concepção do Tite ontem o foi o Taison ´armando` o jogo pro Dale, isolado e ainda na direita, isto é pornobol estratégico e parece ser uma tendencia titiana.
Nilmar sózinho, parecendo ´isca de tubarão` tomando porrada de tudo que é lado e não chega ninguém para ajudar (o ´cumpanheiro` de ataque Alex assistindo o assassinato do Nilmar léguas longe da grande área).

QUALQUER TIME QUE QUER GANHAR JOGA COM 02 ATACANTES, SE O TIME FOR RUIM, JOGAM 02 ATACANTES RUINS ! O INTER da era titiana SÓ JOGA COM 01 ATACANTE, e não é por causa do início de temporada, falta de preparo físico, salto alto ou a pqp, o TITE PENSA(erroneamente) ASSIM! Tivemos um dos piores ataques do Brasileirão 2008 ! O 4.4.2 do Tite é um 4.5.1

Banco de Reservas...kiii belezaaa !
Além dos 03 zagueiros no time (Bolivar, Alvaro e Danny - também volante), tivemos Danilo Silva -zag e Gustavo Nery-lat esquerdo e Marcelo Cordeiro -lat esquerdo, mas o Tite acha que o G Néry é (ou pode ser) volante ou até meia, outro teoria do pornobol estratégico , continuando, Rosiney - volante e na cabeça titiana o Taison - meia e Tales Cunha - atacante de lado !

OU SEJA, nenhum atacante de referência, a desculpa é não ter este atacante, mas os que tivemos ou temos no plantel NUNCA FORAM TESTADOS COM SEQUENCIA, nem em amistosos, ex: Luiz Carlos, jogou uns minutos em Grenal e mais outro jogo e fim de oportunidade para ele (desculpa oficial, ele treina mal, mas porra, ficamos assistindo o Edinho JOGAR MAL 02 ANOS, o Clemer, o Ramon, o Maycon, o Michel !) O L. Carlos foi o goleador da série B, será que o Gauchão é a Champs League ?

Por falar em Edinho, o título do post foi baseado nele, e vos pergunto:
- Se ele estivesse em campo ontem, teria sido substituído como fizeram com o Paulinho (que esteve bem) ? Nuuuunquinha , porque ele raramente foi substituído nestes anos, quer estivesse mal técnicamente (quase sempre), quer por questão tática ! Então, as nabas atrapalham sim ! E ainda restam nabas importantes no BR !

Agora temos na preferência titiana as ´ovelhas` G Néry, Rosinei e Andrézinho na frente de um Marinho, Guliano e outros...isto sim é um crime, pois um jogo como o de ontem serviria pros guris mostrarem serviço e pegarem confiança, mas não acontece isto no Inter, o Celeiro de Ases é para exportação !

Brasil Sub-20 1 x 1 Paraguay - golaço de Valter
Valter - tem um enorme potencial, marcou um golaço, mas ainda não tem o ponto de equilibrio, faz jogadas excelentes e perde jogadas bisonhas, não está definido como atacante de lado ou de frente, me parece ser um 2º atacante pelo meio...
Giuliano - que jogadoraçoooo, dinâmico, pegador, altamente técnico e com grande inteligencia tática e futebolística para jogar, com técnica e visão de jogo, incansável, aguardem....joga muito, se deixarem !
Sandro - capitão do time, tem personalidade, jogador pronto, dinâmico, técnico, pegador e sabe se impor, vai ser o titular do Inter, se deixarem... (vide título do post)

Temos grande potencial para 2009 ...mas tem que explorar !
O que vale uma moeda de ouro inacessível no fundo do oceano ?

Sds Coloradas !

Expectativas e Responsabilidades

Em um ano que começa com uma excelente base formada desde o ano passado, somado a manutenção dos principais jogadores e dos reforços que chegaram e ainda vão chegar, é impossível não ter muitas expectativas em relação ao ano de 2008, até porque apesar de um frustrante 2007, há alguns anos não deixamos de somar títulos importantes, o que denota que o colorado está “mal acostumado” (no bom sentido), e sempre quer e deve esperar títulos, ou ao menos ser um real postulante a todos eles.

O time ainda tem carências, mas acredito que com a chegada de um centroavante de área – o tradicional camisa 9 – e mais a confirmação do Kléber para a lateral-esquerda teremos um plantel qualificado e farto em opções.

A incógnita aqui ainda é a lateral-direita, pois Bolívar não é da função, e o jovem Arílton é apenas uma promessa, uma aposta assim por dizer. Quanto ao lateral-direito Daniel, das categorias de base, não me iludo. Não vai resolver. Vi três partidas dele, e sinceramente não tem qualidade nem para estar no grupo principal.

O fato é que uma folha salarial elevada, jogadores diferenciados – alguns do nível de seleção – e todo a expectativa que o centenário envolve irá gerar uma pressão e uma responsabilidade muito grande em toda a comissão técnica, direção e jogadores.

Resultados adversos no Gauchão e na Copa do Brasil irão ter consequências avassaladoras para o clube – os títulos são quase uma obrigação pelo investimento feito e pela qualidade do grupo, e os jogadores não podem deixar que esta responsabilidade pese sobre seus ombros.

O que podemos esperar pela frente neste primeiro semestre é equipes fechadas, ferrolhos defensivos, a obrigação de vencer e convencer. No campeonato brasileiro, apesar da maior dificuldade que se avizinha, a cobrança não será menor. Cobra-se muito apenas de quem tem potencial para dar uma resposta adequada.

Este é o centenário colorado. As expectativas são enormes. A responsabilidade de jogadores, comissão técnica e direção também.

Rapidinhas

1. São Paulo fechou com a LG patrocínio de 18 milhões/ano e Palmeiras por 15 milhões/ano com a Sansung. Especula-se que o Corinthians teria propostas na base dos 25 milhões e entre os interessados estariam a Caixa Económica Federal. Bem abaixo dos valores que especulava-se a um tempo atrás, mas ainda muita acima dos 4 milhões que o Banrisul paga a dupla Grenal. O próprio FC comentou na imprensa algo a respeito:

2.Não posso deixar de admirar a recusa do Kaka face uma tonelada de petrodoláres. Em tempos onde a identificação do profissional com um clube parece sempre se esvair no primeiro sinal de uma melhor oferta financeira, trata-se de uma atitude louvável. O mesmo pode-se dizer do nosso querido Guinazu, este para mim o jogador que mais admiro do atual elenco. E na brincadeira, o São Paulo deixou de engordar os cofres em cerca de R$ 12 milhões. Ainda bem por sinal.

3. Walter não cansa de fazer gols pela seleção. Ontem guardou mais um, belíssimo gol por sinal. Será que Walter vai ser o novo Chiquinho? No mínimo uma série de oportunidades e continuidade pra mostrar futebol ele merecia.

Ps. Preferi me ausentar de maiores comentários sobre o melancólico empate de ontem, pois é início de temporada, e me parece muito oportunismo tirar maiores conclusões sobre um jogo circunstancial.

Saudações coloradas

terça-feira, janeiro 20, 2009

A Guerra dos Cem Anos

A incapacidade de encontrar soluções diplomáticas para os mais variados conflitos de interesses (políticos, econômicos, étnicos, religiosos, etc.) é o que, muitas vezes, acaba por dar origem aos indesejáveis confrontos armados mundo afora. Mas são tantos os exemplos de guerras na história da humanidade e tantos os conflitos bélicos que teimam em continuar existindo que chego à conclusão de que as guerras exercem um certo fascínio no ser humano.

O estudo das mais variadas táticas de guerra é algo, de fato, interessante. Contudo, basta cair a primeira gota de sangue para que aquilo que até então parecia fascinante se torne algo horrível, deprimente, injustificável.

Felizmente, quando me envolvo em guerras, é sempre no sentido figurado. Ocorre que ao falar de futebol, usamos muitíssimo um linguajar bélico. Nossos times têm suas formações táticas, estudamos os movimentos dos adversários e treinamos ataque e defesa. Temos artilheiros, pontas de lança e até mesmo arqueiros. O comandante fica na casamata e queremos que os seus comandados sejam aguerridos dentro de campo.

É uma cultura tão arraigada que utilizamos esses termos diariamente com total naturalidade, sem querer fazer qualquer referência à violência. Felizes de nós que podemos guerrear dessa forma, sem derramamento de sangue. Gostaria que todos os torcedores, de todos os times, também pensassem dessa forma.

Nesse contexto, e somente nesse contexto, eu adoro as guerras. E também fico extremamente feliz quando ouço declarações como a do nosso “soldado” D’Alessandro, que disse: “Estamos preparados para a guerra.” Perfeito! É isso que quero e é isso que espero de todo e qualquer jogador que defender as cores do Internacional.

O Inter é um clube com uma história muito bonita, cuja fundação foi inspirada em princípios como o pluralismo e a impessoalidade. Ao longo de sua existência, continuou quebrando paradigmas, consolidando-se como um clube que rejeita preconceitos, afirmando uma identidade bastante popular e contando com a participação dos torcedores no seu crescimento, como na construção do estádio Beira-Rio.

Ouso afirmar que a história de cada torcedor colorado daria um belo livro. A paixão que move os torcedores deste clube vai muito além da mera simpatia por um time de futebol. Há uma identificação com princípios e valores, com história e atualidade, que faz com que seus torcedores sintam-se compatriotas, membros de uma verdadeira nação.

Além disso, jogadores que aqui “nascem”, tornam-se defensores fervorosos do clube. Muitos atletas que para cá vem, acabam se “naturalizando” colorados, firmando residência em Porto Alegre e fazendo do Beira-Rio sua segunda morada.

Dentro de campo, o Inter formou times memoráveis. O Rolo Compressor, na década de 40, consolidou a hegemonia colorada no futebol regional. O grande time da década de 70, desbravou as fronteiras do Rio Grande conquistando os primeiros títulos nacionais do futebol gaúcho. E no início deste milênio, o clube resgatou sua grandeza, conquistando a Libertadores e a Copa do Mundo de Clubes.

Portanto, toda vez que entrarem no gramado, quero mesmo ver os jogadores do Internacional com esse espírito aguerrido pronunciado pelo D’Alessandro. A torcida e a história de um clube de futebol fazem parte do seu patrimônio, mas é também das vitórias dentro de campo que essa coletividade se alimenta. Então, a cada partida, um exército inimigo entra em campo querendo tirar o alimento da minha nação. E para cada uma dessas batalhas, onze escolhidos terão a honra de lutar por um povo quase centenário, que depositam neles sua confiança, sua esperança e seu amor.

Ao vestirem o fardamento colorado, ao ostentarem nossos símbolos e nossas cores, esses guerreiros estarão defendendo toda uma história, todos aqueles princípios, todos aqueles valores que inspiram o clube desde a sua fundação. Estarão representando também a história de vida de cada torcedor, seus sentimentos, seus sofrimentos, suas angústias e suas expectativas

É isso que quero que nossos jogadores tenham em mente e levem em seus corações. Eles são os escolhidos, aqueles que têm a honra de defender não apenas o desejo de meros simpatizantes, mas os sonhos e a felicidade de um povo, de uma nação.

Estaremos nas arquibancadas, torcendo e apoiando com o nosso grito. Sempre em paz, pois essa guerra é simbólica, metafórica. O jogo tem suas regras e estas devem ser seguidas à risca.

Eis a nossa guerra, e que possamos continuar lutando por mais cem anos e depois mais cem, e, assim, eternamente, na mais absoluta paz!


segunda-feira, janeiro 19, 2009

Como será...

... o amanhã do Xavante? Este campeonato Gaúcho inicia triste, diante do sofrimento da torcida mais fanática do interior do Estado. É preciso recomeçar, mesmo com a dor da perda insubstituível. Pra derrota dentro de campo há sempre algum consolo, mas pra morte fica difícil.


Registro aqui apoio aos torcedores e familiares das vítimas, se é que isso ajude em alguma coisa. Mas espero que o Brasil de Pelotas faça uma bela campanha no Gauchão, em homenagem às vítimas e consolo dos que ficaram.


Parece pegadinha do destino, fatalidade sem qualquer explicação. Contudo, seguir é a única saída. O time deve juntar seus pedaços e entrar em campo determinado no próximo compromisso, em memória dos que vestiram a rubro-negra dos pampas e infelizmente se foram.


Torço, de coração, para que o clube consiga retomar suas atividades e supere o sofrimento.


Força Xavante.



domingo, janeiro 18, 2009

Vai começar

Chegou a hora. Acabou a pré temporada em Bento. Terça feira no Beira Rio o atual campeão gaúcho dá o ponta pé inicial no Gauchão 2009. Para essa edição a formula foi alterada e vai ser nos mesmos moldes do campeonato carioca, porém classificam 2 de cada fase para um mata-mata final.

Entramos como favorito e não poderia ser diferente. Temos o melhor time, os melhores jogadores e temos nada menos que 38 titulos regionais. Estamos no ano do centenário e quero ganhar tudo que tiver pela frente, até carnaval quero comemorar. Quero começar o ano ganhando o gauchão e terminar com o tetra campeonato brasileiro.

Chega de treino, vamos entrar em campo e fazer o Gigante rugir mais uma vez com mais títulos e feitos históricos.

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Curtas

* Acabei de ler no site do globo esporte que o Inter confirmou a saída do Edinho para o Lecce e que a chegada do Kleber deve ser anunciada na segunda feira. São mudanças importantes, eu já nem lembro como é o inter sem o Edinho quebrando tudo no meio. Também tenho a impressão que o Sandro não é o cara para substituir o capitão, acho que é uma boa oportunidade para começar a jogar com 2 volantes apenas.

* O tecnico Tite foi eleito pela IFFHS o 19º melhor treinador do Mundo. Não acredita? Clique aqui.

* Quem vai ser o Capitão no centenário?


Guilherme Arruda - Campo Bom

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Quem se importa com o passado?

No começo de 2008, tão logo o Conselho aprovou a venda do Estádio Eucaliptos, fui lá fotografar e registrar aquele concreto nostálgico. Incursei pelas arquibancadas, pelo campo, fui entrando pelos corredores. Cheguei a um salão nobre (que já tinha visto em fotografia). Fui registrando os ambientes e tentando achar algo que pudesse ser uma relíquia histórica, mas só encontrei algo imóvel, que fazia parte da construção. Os portões de ferro.
Um deles é esse aqui:
Imaginei que pudesse ser usado em algum espaço do Beira-Rio ressaltando seu valor histórico. Na pior das hipóteses a peça poderia ser leiloada, pois muitos colorados de mais idade pagariam um bom preço tê-lo em casa.
Um belo dia, passando pela Rua Silveiro, notei sua ausência, fora substituido por tijolos. Onde estará o portão? Sempre fica aquele desejo de torcedor que tem fé até o último minuto: o novo Museu, claro! Levaram para o novo Museu!
Um belo dia, andando pelo Complexo Beira-Rio, vi um negócio estranho. Será o velho portão? De fato ele foi restaurado e instalado no Complexo Beira-Rio. Pelo menos, esta lá. Desfigurado, descontextualizado, totalmente nú de sua história. Atrás do Centro de Eventos e do Gigantinho. Sem uma placa. Desfigurado. Apenas com o propósito de reaproveitar um ferro-velho emendado num outro portão qualquer.
O descaso com o Portão que por décadas esteve na esquina da Rua Silveiro com a Barão do Guaíba é apenas um reflexo de como o Internacional trata e tem tratado sua história. Exemplos não faltam. A Praça Sport Club Internacional, localizada no lugar em que situava-se o antigo campinho da Rua Arlindo, onde o Inter deu seus primeiros passos, não tem nem uma identificação. Toda a questão do nome inspirado, como se fosse uma cópia vazia e sem significado, na Internazionale nascida em 1908 do outro lado do oceano. Entre tantos outros absurdos que eventualmente podem vir a ser resgatados ou perdidos para sempre para as traças.
Qualquer um capaz de pesquisar no Google, sabe que o símbolo do Internacional era de letras vermelhas em fundo branco até o tempo do Rolo Compressor. Depois, inverteu-se as cores e só depois (no final da década de 1960) mudou-se o formato das letras e o modo do seu entrelaçamento. Isso não impede que a Página Oficial do Clube diga que em 1975 continuava o símbolo das letras vermelhas com fundo branco e com uma estrela(!). Além disso, os logos apresentados no "site" do Clube não mostram os detalhes do entrelaçamento, que na época era totalmente invertido do atual.

Quem sabe, o Internacional não começa a revalorizar sua história institucionalmente nesse ano? Até porque ainda não sei quem é o responsável pela pesquisa histórica do novo Museu, ou eu até sei, mas me nego a aceitar que seja o mesmo autor do livro "oficial" do Centenário. Aliás, o Museu do Inter tem nome: VICENTE RAO. Temos que cuidar para que não esqueçam.
As minhas fotos do Eucaliptos e da Praça Sport Club Internacional estão aqui: http://picasaweb.google.com/guilhermemallet. A Cópia é livre.


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ADENDO

Conforme muito bem lembrado pelo Tiago "Colorado no Canadá", vale lembrar o exemplo do Sporting Lisboa, que mantém na parede de seu estádio "José Alvalade XXI" um portão do antigo "José Alvalade", estádio que foi demolido. Valorizar e respeitar o passado é melhor que apegar-se a ele.


quinta-feira, janeiro 15, 2009

colorados estou desaparecido pois estou no ponto mais sul dos eua key west florida no bar sloppy joes com esposa e amigo colorados...viva jimmy buffet.

This message was sent using the Picture and Video Messaging service from Verizon Wireless!

To learn how you can snap pictures and capture videos with your wireless phone visit www.verizonwireless.com/picture.

Note: To play video messages sent to email, QuickTime� 6.5 or higher is required.

Silêncio

Eu escrevi poema em sua homenagem, já declarei minha devoção, ainda que insana. Ouço calada e contrariada os gritos da social quando ele ameaça tocar na bola, aliás, já ouvi estes mesmos gritos em outros setores, seus desamores estão por toda parte do Beira Rio. Eu mesma já saí do gigante chutando concreto de raiva daquele monstro. É sério, eu tinha pavor dele, desafeto estilo Gabiru. Tu vês...

Durante a Libertadores 2006 resolvi aliviar, mesmo dizendo “é febre!”. Chegamos na final e reconheci o mérito no passe pro Sóbis. Nos meses seguintes eu passei a ser mais simpática, postura larga-do-pé, deixa o cara. E não é que no Mundial eu me entreguei? No momento em que vi o gol do Barça, juro que vi aquela bola entrando num cruzamento rápido pela direita. Ele deu o carrinho, salvando o sonho e firmando comigo um trato: “nunca mais te abandono Edinho, aconteça o que acontecer com teu desempenho formato derruba a cerca”.

Desde então assumi tal qual missão, que em momentos é praticament impossível, soltar o grito frente aos ataques verbais alheios: E-diii-nho, guerreeeiro!
Mesmo passando juntos os vários momentos difíceis, nem eu, que firmei palavra em 17.12.2006, ou qualquer outro tipo de discípulo, poderíamos crer que ele não somente se tornaria capitão, como também ergueria a taça de um título inédito na última temporada.

Acho que se o Edinho não existisse teríamos que inventá-lo, pra desconstruir paradigmas, quebrar tudo, pra ter graça, o ame ou deixe-o. A verdade é que provavelmente ele estaria na lista das primeiras dispensas do grupo 2005/06 de muitos torcedores e no entanto é um dos últimos dinossauros daquele grupo, quase literalmente; pré-histórico, extinto e seja de que parte, temido.

Nessa pré-temporada que mais uma vez especula sua saída ou não, volto a me assumir porque sempre é bom: adoro Claudinho e Bochecha, e o Edinho. Acho uma graça aquela música “quero te encontrar (...) você pra mim é tudo, minha terra, meu céu, meu mar”. Não sei se é mar ou ar, mas enfim, esta canção parece charme, o estilo da diferença pro funk, um anda bonito, o outro, elegante.

Claudinho e Bochecha foram pura elegância e Edinho, puxa vida, pra rima tosca posso dizer que foi perseverança, que bobagem. Se vai ou não e acredito que sim, não estou aqui (outra vez) pra dizer adeus. Trata-se de meu primeiro texto publicado no ano do centenário colorado. Estou mais antiga, não sei se mais sabida, mas venho quebrar o silêncio de 2009 e quer saber, se eu fosse o Edinho cantava.
Mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar...


quarta-feira, janeiro 14, 2009

Expectativas

Inicialmente, apesar do longo atraso, gostaria de desejar a todos um ótimo 2009, repleto de conquistas e realizações pessoais a todos. Peço desculpas pelo longo tempo sem postar, mas começo de ano é o período mais complicado pra mim no trabalho, devido aos procedimentos necessários para o fecho contábil referentes ao ano anterior da economia angolana.

Mais um ano que começa, e futebolisticamente falando, mais um ano de pré-temporadas, especulações e expectativas.

Uma particularmente me deixa ávido por novidades e novas perspectivas: o patrocínio.

Muito se especula em valores, que poderiam chegar na faixa dos 15 milhões, caso o patrocínio fosse casado entre a dupla grenal. Especula-se também nomes, e entre eles, um nome que ganha força, e creio eu que iria satisfazer a todos os colorados seria o da Emirates.

No entanto, de concreto até agora, nada. O contrato com o Banrisul acaba na metade do ano, e pelo visto, será necessário esperar até lá para termos conhecimento de qual empresa irá estampar seu nome em nosso manto sagrado e será parceira do clube em nossas vindouras conquistas.

Espero que independente do nome, leve-se em consideração o patamar administrativo e econômico que o colorado alcançou, bem como o nível de excelência clubista que projetamos para o futuro, e que assim encontre-se um parceiro no sentido real da palavra para alcançarmos voos ainda maiores e nos consolidarmos no cenário nacional e internacional.

Vale ressaltar que a crise mundial, chamada de “marolinha” pelo nosso estimado presidente, e que já fez com que o governo liquidasse bilhões de dólares de sua reserva cambial, afeta todos os setores da economia e com o futebol não será diferente.

Qual o reflexo que esta crise terá em nosso amado clube? Um deles já parece imediato, pois o assédio a jogadores tem se mostrado muito mais tímido do que em oportunidades anteriores.

Para reflexão, deixo um trecho de um excelente tópico de um fantástico blog, o Olhar Crônico Esportivo.


…os humores econômicos ditam de forma direta a saúde do futebol e outros esportes de ponta. Logo, de que adiantaria começar a leitura do jornal, como fiz durante décadas, pelo caderno de esportes? Encontraria a manchete esperançosa e otimista na linha “time X vai contratar Fulano Bom de Bola”, “time Y perto de fechar acordo com Beltrano Craque de Bola”, e outras na mesma linha, variando os fulanos, beltranos e cicranos, todos muito bons de bola, claro, todos muito perto de assinar isso e mais aquilo e logo depois estufarem as redes adversárias com gols antológicos e decisivos, trazendo a felicidade geral para uns e tristeza infinita para outros.

Uma simples vista-d’olhos ao dito cujo caderno de economia, entretanto, seria o bastante para lermos as manchetes otimistas com um viés (palavrinha em moda na economia) de ceticismo, digamos.

Ainda há gente dizendo que a Philips estaria disposta a investir supostos 25 milhões em patrocínio no São Paulo.

Será a mesma Philips que suspendeu por alguns meses os contratos de trabalho de 460 dos 1.700 trabalhadores de sua fábrica de Manaus?

Fabricantes de motocicletas tentam reduzir a jornada de trabalho para 3 dias por semana, claro que com correspondentes reduções nos salários e encargos.

Em São Paulo, o Magazine Luíza revê, necessariamente, sua expansão na região metropolitana, depois de bombástica chegada à região com a inauguração de 50 lojas num só dia, há poucos meses.

Nas areias da Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e arredores, metalúrgicos em férias – coletivas e prorrogadas – falam mais da economia que do futebol, entre uma cervejinha aqui e uma tirinha de picanha ali.

Tem muito mais coisas no ar que os aviões de carreira, que breve terão seus voos diminuídos, o que contribuirá para a melhoria da qualidade do ar. Entre as coisas que voam por aí afora, estão declarações de dirigentes de clubes. Apesar dos claros sinais que a realidade envia, a maioria segue falando em contratações e obras estrondosas, isso claro, para não citar os patrocínios.

Depois de muito falatório em torno de 30 milhões, que até eram viáveis antes da Crise do Crash, os dirigentes do São Paulo viram a LG recuar de módicos 18 milhões por um ano e mais 3 milhões num centro de eventos, para os mesmos 16 milhões de 2008 e mais o centro de eventos – só que por três anos, no mínimo. Resultado: o São Paulo já está em campo com sua camisa limpa, como não acontecia desde o princípio dos anos 80, exceto por uma ou outra escorregadela.

Mesmo com Ronaldo, o Corinthians ainda não fechou nenhum patrocínio para 2009 e as declarações se desencontram, muito além das camisas vendidas, que segundo o presidente foram 3 milhões, mas segundo o departamento de marketing do clube não passaram de meio milhão. Sanches falou em patrocínio de 20 milhões de reais da Emirates, mas seu vice de marketing, Rosemberg, falou que nada foi conversado com a Emirates. Enquanto isso, o clube assina contrato para reformar a Fazendinha, numa obra cujo custo correto não é conhecido, mas apenas estimado entre 5 e 12 milhões de reais.

No Palmeiras a indefinição segue dando as cartas. Todos esperam a definição da Fiat, se ela vai ou não renovar o patrocínio e se vai fazê-lo por pelo menos 12 milhões por ano. Ora, essa é a mesma Fiat que, ao lado de mais 14 indústrias de autopeças de Betim e região, tenta negociar um acordo de redução de trabalho e salários, para poder suportar com menos perdas o período recessivo que já chegou. Como disse um executivo há dias e este blog citou, como assinar um patrocínio milionário com um time de futebol e dias depois demitir dois mil chefes de família?

No Rio de Janeiro segue indefinido, ao que parece, o valor final do novo acordo do Flamengo com a Petrobrás. Fala-se agora em 14,2 milhões de reais por ano, uma redução de dois milhões em relação ao que foi pago em 2008, mostrando que meu “realismo” ao projetar 18 milhões ou pouco menos, era ainda muito otimismo de minha parte.

Pelo andar da carruagem, caso consiga apresentar os documentos fiscais necessários, o melhor patrocínio do futebol brasileiro acabará sendo o do Vasco da Gama, que assinou contrato, ainda pendende, com a Eletrobrás (Eletrobrás/PMDB?) para receber 14 milhões de reais por ano, dos quais 11,5 para o futebol e 2,5 para projetos “sociais”, pouco delineados no contrato inicial.

Em Belo Horizonte, o Cruzeiro segue sem patrocinador também, aguardando a definição da mesma Fiat que tem deixado o Palmeiras empacado. De volta a São Paulo e ao Palmeiras, que sonha com a Samsung para ocupar o lugar da montadora. Sonho ornado por valores anuais que variam de 10 a 15 milhões de reais por ano e que chega às raias do delírio, como o boato que circulou não faz muito tempo dizendo que a empresa coreana pagaria 250 milhões de reais pelos naming rights do Palestra Italia. Ora, nesse caso seria mais barato a própria empresa construir a nova arena palmeirense e aumentar seu direito de dar-lhe o nome.

Sonhos, ou pesadelos, dessas tardes estranhas desse verão igualmente estranho.

Internacional e Carnaval


O Internacional tem ligações históricas com o carnaval. Na sua fundação, estavam presentes em grande número membros das duas principais entidades carnavalescas da época: os blocos Venezianos e Esmeralda.

Em junho de 1922 a Sociedade Carnavalesca Filhos das Ondas organizou um concurso para saber qual o clube esportivo de maior simpatia na cidade. O público votaria em cupons localizados na sede da entidade e em uma loja do centro de Porto Alegre, até o dia 5 de julho. Em 24 de junho as sociedades mais votadas eram o Barroso (remo), Internacional (futebol), Ciclista Riograndense (ciclismo) e Concórdia (futebol).

Em maio de 1933 o Clube Carnavalesco Pandega realizou um festival em homenagem ao Internacional.


Um dos maiores craques colorados, Tesourinha, era assim apelidado por causa do bloco "Os Tesouras", que foi fundado por sua família.Vicente Rao, um dos mais célebres torcedores colorados, foi Rei Momo de Porto Alegre de 1950 a 1972.

Nas décadas de 1970 e 1980, um dos grandes acontecimentos do carnaval porto-alegrense era o "Baile do Vermelho e Branco", realizado no Gigantinho.

No carnaval de 2002 a escola de samba carioca Caprichosos de Pilares homenageou o Rio Grande do Sul, tendo entre as alas uma representando o Internacional e outra o Grêmio. Um mês antes do carnaval já haviam sido vendidas 160 fantasias coloradas contra apenas 43 gremistas. A previsão dos organizadores era de que a ala colorada fosse a maior de toda a escola.

A Torcida Organizada Camisa 12 possui uma ala na Imperadores do Samba, uma das escolas de samba mais tradicionais da cidade (e que é vermelha e branca).

O Centenário do Internacional serviu de inspiração para muitos carnavalescos, e o Colorado será alvo de homenagem em várias cidades.

A Imperadores do Samba, decidiu homenagear o Centenário colorado, e seu próprio cinqüentenário, com o tema “150 anos de história: vermelho e branco, uma só paixão”. A escola já havia vencido um carnaval com um tema relacionado ao futebol e ao Internacional, em 1988, quando homenageou Falcão.

Em Uruguaiana, a Bambas da Alegria tem como enredo “100 anos do Internacional.” Esta escola, com poucos anos de vida, teve como melhor desempenho um 3º lugar no carnaval da cidade.

Em Cruz Alta, a vermelho e branco Imperatriz da Zona Norte, preferiu homenagear os cem anos do clássico Gre-Nal, com o tema “Duas Paixões num só Coração”.

Na distante Aquidauana (MS), a escola de samba Igrejinha tem como tema-enredo “Dos Pampas ao Pantanal o Futebol é Motivo de Paixão”, homenageando ao Comercial (time local) e o nosso Internacional.

O carnaval de 2009 promete ser vermelho e branco em muitas cidades brasileiras!

Para quem quiser ouvir:

Samba-enredo da Bambas da Alegria
http://www.mp3tube.net/es/musics/Bambas-da-Alegria-Samba-Enredo-2009-Internacional-POA/234877/

Samba-enredo da Imperadores do Samba:http://www.mp3tube.net/musics/Imperadores-do-Samba-2009-Imperadores-do-Samba-2009/215282/

Fantasias da Imperadores do Samba:
http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=2&setor=18&codigo=8095


terça-feira, janeiro 13, 2009

Imortal é o Alsaciense

Na semana passada recebi um e-mail do meu estimado amigo colorado Milton Ribeiro. Ele me mandou um texto muito interessante de um outro amigo, também colorado, mas que dada a, digamos, audácia com que abordou o tema em seu artigo, preferiu optar pelo anonimato. De qualquer sorte, gostei demais da abordagem e resolvi publicá-la aqui no BV. Para não deixar o texto com autor anônimo, tomei a liberdade de “batizá-lo” com o pseudônimo Benedito Leibowitz de Rossi. Com vocês: “Imortal é o Alsaciense”


Definitivamente o Brasil não é o país da rivalidade ferina no futebol, embora o esporte seja muito popular por aqui. Talvez o mais de todos. Em matéria de antagonismo entre torcidas combinado com baixaria ninguém vence a Grande Alsácia do Sul, um pequeno arquipélago provinciano perdido entre a costa da África e a Oceania.

Contam os mais velhos: em Grande Alsácia, registra-se a maior hostilidade entre grupos rivais da História da Humanidade. Daquelas capazes de fazer com que pelo menos um dos clubes passasse a freqüentar as páginas de polícia, ainda que não exista aparentemente um nexo causal entre os fatos. A princípio, a situação apresenta-se como constrangedora coincidência.

Como já se foram longos anos não sei se a sucessão de eventos é essa. Mas vamos lá. A história do futebol em Grande Alsácia do Sul pode ser resumida assim. Um dos clubes, cansado das baixarias protagonizadas pela torcida adversária, abandonou os torneios regionais e nacionais. Montou um time denominado galácticos e partiu para uma bem sucedida campanha internacional. Em sua jornada épica derrotou equipes teoricamente muito superiores em torneios de amplitude mundial e continental.

Sua torcida fanática era felicidade pura. O Supercontinental era uma espécie de Davi a engolir um Golias atrás do outro. Talvez daí a origem do ressentimento arraigado entre os integrantes da Associação Aeroporto-alsaciense de Futebol e Tiro. Por eufemismo denominado co-irmã.

Frustrada com a indiferença do Super, formado em sua maioria por funcionários dos serviços dos correios, a diretoria do Alsaciense, aglutinadora do pessoal da aeronáutica, resolveu criar um modelo de agremiação, o qual foi batizado clube-empresa. Por problemas administrativos, e de estratégia de marketing, a iniciativa naufragou. O clube amargou uma violenta dívida calculada em milhões de dólares. Praticamente quebrou.

No momento em que outra equipe diretiva assumiu para consertar a casa, ou pelo menos remendar, veio o escândalo: uma parte da imprensa local descobriu que uma bolada da dívida do Alsaciense estava diretamente ligada a desonestidade escandalosa de uma minoria dirigente dos tempos do clube-empresa.

Cheques haviam sido depositados na conta de gente próxima ao presidente da época, que por sinal, foi obrigado a se entender com a justiça por conta do ataque perpetrado contra os cofres do clube do coração. O cartola nunca foi para a cadeia porque a justiça de Alsácia era condescendente em relação aos atos praticados pela fina flor da sociedade.

Ainda mais um ex-presidente de um time de futebol do porte do Alsaciense, o qual num passado remoto chegou a conquistar alguns títulos de validade duvidosa. Dizem as más línguas. Adquiridos no Paraguai. Assim o Senhor Guerrilheiro, como era chamado o dirigente, saiu incólume da situação.

Mais uma vez quando o primeiro escândalo havia sido esquecido, ou empurrado para baixo do tapete, um segundo ex-dirigente do Alsaciense, agora no poder público, homem responsável pela defesa do país, foi inquirido igualmente pela polícia por suspeita de integrar um esquemão de desvio de dinheiro público praticado por uma quadrilha, a qual drenava o montante usando a estrutura do departamento responsável pela formação de comandantes da força aérea, autarquia essa, subordinada à defesa, sob a sigla Atracan. Alemão, apelido do dirigente, continua a ser investigado, embora desopile do transtorno imposto pela lei em apostas de turfe. Adora comprar cavalos para a namorada.

Em sua agonia, e coleção de fofocas, o Alsaciense deu prosseguimento em seu périplo nas páginas policiais por meio do treinador. Novamente, as acusações trilhavam os crimes contra a ordem financeira: remessa ilegal de dinheiro ao exterior, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes. Sem norte, a torcida do Alsaciense pirou de vez. Passou a brigar entre si. Trocavam tiros na saída do pequeno estádio, o Sobrenatural. Uns roubavam dos outros e até se matavam entre si.

No entanto, não havia sentimento de culpa porque eram kardecistas convictos na medida em que acreditavam ferrenhamente em sua própria imortalidade. De vez em quando sobrava uma azeitona para um torcedor do Super, mas esse era mortal e virava presunto mesmo.

Numa das investigações, foi descoberta até uma célula nazista pilotada por sócios VIP, entre os quais alguns conselheiros do clube. Portavam armas ilegais, praticavam crimes de internet. Combinavam ações subversivas em sites de relacionamento. Uma série de provas materiais contra o grupo foi apreendida na casa de um comparsa.

Diante de tantos escândalos, uma maldição abateu o Alsaciense de tal maneira que o pequeno clube nunca mais venceu um campeonato importante. Apenas torneios locais. Nadava, nadava e morria na várzea.

Sem o que comemorar a parcela ingênua dos torcedores do Alsaciense, condescendentemente batizada de inocente inútil, passou o resto de sua vida a comemorar a vitória parcial em primeiros turnos como se tivessem vencido o campeonato inteiro, ainda que não levantassem taças nem colocassem faixas. Literalmente saíram da casinha, porém jamais abriram mão de apregoar a sua própria imortalidade.

Alguns sugeriram até reformar o Estádio Sobrenatural e transformá-lo num centro espírita de massas. Outros queriam vender a área do velho estádio e erguer também um centro de pregação da fé em instalações mais modernas e confortáveis para atender as normas da Fifa: o Coliseu. Esse tema também rendeu muito boato porque mais uma vez a construção da nova sede do Alsaciense iria ao encontro de alguns interesses pessoais e contrariava outros. Questionados, os últimos dirigentes do saudoso Alsaciense proclamaram o clube como uma vítima sistemática de uma violenta e mordaz teoria conspiratória.


segunda-feira, janeiro 12, 2009

Grêmio estuda uso de Viagra

Realmente o time da píada pronta!

"Os jogadores do Grêmio podem receber pílulas de viagra para ganhar um ânimo extra na Libertadores"

Noticia do Globo Esporte. Que comédia!!

10 Perguntas ao Dunga

Nosso amigo e leitor Marcelo Furlan nos informou que está de ferias a 50 metros do lugar onde o Dunga tambem está de ferias e que o Dunga topou participar das "10 perguntas para..." do Blog Vermelho.

Então vou colocar algumas perguntas aqui e voces podem fazer o mesmo, aí o Marcelo pode selecionar 10 para passar ao Dunga. Bom vai ai minhas perguntas ao Dunga:

1- Dunga, porque você saiu tão cedo do Inter e porque para um outro clube Brasileiro (Corinthians) em vez de esperar e ir direto para a Europa. Qual era a circunstancia na epoca?

2- Qual jogador de sua epoca de Junior no Inter que você imaginava que teria uma otima carreira profissional, mas que nunca deu certo nos profissionais? Isso parece acontecer muito hoje em dia (os gemeos por exemplo..)

3- Dunga voce estava no Japão na conquista do Inter. Na hora do gol do Gabiru você vibrou? Muito ou só um pouquinho?

Bom galera o resto das perguntas é com vocês e obrigado ao Marcelo.

PS: Marcelo voce pode me passar as respostas no email BlogVermelho@gmail.com para eu postar aqui.

domingo, janeiro 11, 2009

2009

O ano esportivo para o colorado já esta quase começando, no dia 20/01 teremos a estréia contra o Santa Cruz. Mas será que 2009 vai ser muito diferente de 2008?

Ao que tudo indica o time será o mesmo do ano passado, com as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, sem alas e com o Edinho de capitão. Andrezinho teve contrato renovado - 2 boas partidas em 2008 - Contratamos apenas apostas, jogadores para integrar o grupo que não vão ter oportunidade para mostrar seu trabalho, assim como Luiz Carlos, Walter, Chiquinho e outros.

Jogaremos as mesmas competições do ano passado, - Gauchão, Copa do Brasil, C. brasileiro e Sulamericana - Temos a obrigação de vencer e copiando uma frase da torcida do Flamengo ano passado "Brasileirão é Obrigação" Chega de entrar em campo pensando em conquistar vaga, time de primeira grandeza quer títulos, as vagas vem na carona.

Outra coisa que sempre alguém pergunta nos comments é sobre o Patrocínio. A RBK já é certa, foi renovado o contrato e eles tão fazendo um bom trabalho. O Banrisul expira seu contrato no meio do ano, mas segundo o Presidente Vitório em entrevista a Radio Gaúcha a uns dias atrás disse que se a proposta for boa vamos renovar sim. Acho muito certo, o que importa são os valores e não o nome da empresa.

Mas sinceramente eu estou um pouco otimista em relação a 2009, acho que da pra ganhar se o time colocar os pés no chão, formar uma boa equipe e se ninguém sair em agosto como aconteceu ano passado. Afinal de contas é ano do centenário, é o ano dos 100 mil sócios, é ano de todos os colorados.



Esse é o selo do centenário, essa marca será vista em camisas e diversas açõs de marketing em 2009. Esta no site do Inter que isso é para ser um Saci. (?)

Ps: Acho que o Nelson e Col tem razão sobre o Alex, pq não chegam propostas da Europa para ele??

Guilherme Arruda - Campo Bom

sábado, janeiro 10, 2009

Quer jogar futebol?

Nao e preciso lembrar que o mundo da bola e tentador, todos sabemos as cifras o status e o reconhecimento que o bola pode proporcionar. Sabemos tambem que pode emriquecer atletas como em um passe de magica. Podem eles ser ate melhor pagos do que deveriam pelas funcoes que se esperam desempenhadas dentro de campo mas e importante lembrar que jogadores nao sao pecas e sim seres humanos.
Sua carreira pode ser meteorica rumo ao campo ou ao espaco, mas eles como nos encaram o dia dia e tambem vao ao trabalho e sobrevivem da profissao que se propuseram a desempenhar.
Operarios ou mestres de obras querem sorrir, ter dias de folga para gastarem com suas familias e nao e pelo fato de normalmente ganharem salarios muito acima da media que nao tenham problemas , nao acordem de mau humor ou tenham dias ou ate semanas ruins.
Se voce quer ser um jogador profissional deve comecar cedo, provavelmente voce nao vai querer ser so mais um e deve participar de peneiras e fazer testes com no maximo 12,13 anos. Se for bem sucedido um clube como o nosso pode querer o levar para morar na concentracao ja e desde o primeiro dia voce sera cobrado.
Tera que ser pontual, esforcado e provar para todas aquelas pessoas que e esforcado e que tem condicoes de pelo menos ser relacionado para os jogos.
Voce sera respeitado fora de campo pois o clube providenciara todas as condicoes para que sua alimentacao seja correta, para que voce va a escola e durma em alojamentos com ar condicionado em camas confortaveis.
Mas nem tudo pode ser perfeito e voce estara a quilometros de distancia de seus pais.menos mal que voce dividira o quarto,assim podera fazer amigos que podem ser seus irmaos no jogo da vida.
No seu caso que nao e excecao o salario que ganha por menos que seja sera de muita importancia na mesa de sua casa distante.
Voce poderia nunca ter subido para os profissionais , poderia ter gastado 5 ou 6 anos em um projeto para o futuro infrutifero. Poderia ter assistido todas as aulas, lido todas as apostilas e acompanhado atentamente todas as orientacoes, digo mais , voce ate poderia ter sido o melhor e o mais empenhado entre seus colegas e mesmo assim ser dispensado do clube sem direito a colacao de grau.
Isso seria degradante para voce pois voce e o orgulho ate dos parentes que nem conhece, voce e responsavel pelo peito estufado de seu pai e pelo orgulho de sua mae.
Mas voce foi muito determinado e hoje treina com a elite. Infelizmente assim como a ascencao crescem tambem as expectativas e o assedio das pessoas que o tratam como mercadoria so pelo fato de falarem um portugues mais refinado que voce.
Mas cuidado, seu caminho ainda e longo, se receber oportunidades nao falhe. Voce pode ate te-las recebido na hora errada mas o destino sera cruel e no futebol nao ha espaco para erros.
Nunca discuta com seu chefe, ele esta sempre certo e se por alguma razao nem que seja porque voce nao joga uma partida oficial a 2 anos o Brasil inteiro sabera que voce e indisciplinado e muitas portas poderao ser fechadas.
Eu sei que voce e solteiro e tem 21 anos, mas mantenha severa distancia de bebibas alcolicas doces e nunca saia a noite pois voce sera descoberto.Se queres te relacionar com alguem faca-o pela internet assim estara sempre 100 % nos treinos.
Se voce treinar a semana inteira e nunca for relacionado nao se abale, assista seus companheiros pela televisao e continue treinando nas suas horas de folga mas nunca peca para sair, a torcida ja acha que voce nao merece oque ganha, se agir assim podem dizer que voce esta faltando o respeito com o clube.
Nao pense nunca que a imprensa nao gosta de voce ou que sua presenca os incomode eles tambem tem que fazer seu trabalho e se o criticam e porque voce merece. Tambem nao desanime se existem 5 opcoes para seu setor e o vice continua procurando alguem que venha para ser titular.
Outra coisa importante e nao se abalar com as vaias, lembre-se que as pessoas so estao preocupadas com o sucesso do seu time, na arquibancada se transformam em seres irracionais e nao e nada pessoal.
Infelizmente se voce nao e um Pato, com a ajuda dos cartolas tera que defender de 10 a 15 times diferentes ate os 25 anos, muito provavelmente nao sera idolo em nenhum deles, nunca se identificara com nenhuma cor e seu prazer de jogar bola ficara restrito as peladas com seus amigos do bairro onde nasceu.
Da minha parte posso lhe desejar sorte. A unica coisa que nao fara de voce o piloto do aviao que nunca decolou ou o engenheiro que vendeu uma so planta e a sorte.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

10 Anos atras: Dunga voltava ao Inter

Em 1999 eu ainda estava num outro mundo. A Internet já existia mas TV Brasileira nos EUA so iria aparecer em 2000. Por isso perdi a volta do Dunga ao Inter e nem sofri com o quase rebaixamento daquele ano. Os anos 90 do Inter para mim pouco existiu (minha sorte né!). Mas vai ai um video mostrando o retorno a exatamente 10 anos do Dunga ao Beira Rio.

Lembro que pela Internet li algo sobre sua saída depois e como foi algo feio para o Inter. Alguem poderia me explicar o que exatamente occoreu com a saída do Dunga e porque foi desagradavel?