quarta-feira, abril 30, 2008

CONFIANÇA


Eu sei que eu escrevi a poucas semanas que o Gaúchão não tem mais importancia, mas já que estamos na Final é claro que como Colorado eu quero ser Campeão! Sempre!

Eu juro que a derrota de Domingo me motivou mais ainda e garanto que os jogadores tambem. A Torcida parece estar empolgado e com certeza a derrota de Domingo tem muito a ver com isso. É como falei, a derrota foi otimo em quase todos os aspectos.

Eu confio tanto na Vitoria Colorada Domingo que até já lancei a Camisa Campeão Gaúcho de 2008!! Isso mesmo, pra que esperar! Eu garanto a Vitoria! Não vai te para o Juventude. A Garra Colorada vai acabar com eles, a torcida vai empurrar o time pra cima! Podem escrever aí será no minimo 2 a 0!

Em eleições a imprensa delara o vencedor antes de 50% dos votos serem contados, então porque não no futebol!? Eu confio!

Eu dei uma ajustada na Loja de Camisetas do BV, dá uma conferida. Assim que eu tiver ideias vou colocando camisas novas na loja.

PS: O 38 representa os 38 Gaúchões conquistados. E tem até em Moleton para o inverno Gaucho :)

PSS: Torcedor pode ter confiança em excesso, na verdade TEM que ter! Só quem não pode é jogador, então se por acaso um jogador tá lendo isso, não deixe a ideia subir a cabeça!

O Link é http://www.cafepress.com/blogvermelho



Psicológico


Já falamos mais de uma vez aqui sobre a questão psicológica que se abate sobre os jogadores e que, pelo fato de serem profissionais e ganharem uma bela grana pra jogar, não deveria influenciar o desempenho.

Não deveria, mas como qualquer ser humano, influencia sim, e muito. Que tal o Ronaldo, que por andar mais perdido que peido em bombacha, resolveu se meter num motel com 3 travestis? Um cara com o sucesso e a grana dele, tivesse com a cabeça boa não faria uma reverenda cagada dessas.

É por isso que eu concordo com o que o Luis escreveu esses dias, que a derrota por 1x0 no domingo foi melhor do que o empate sem gols. Ao invés de ficar abatido, agora podemos ter certeza que o grupo está com o orgulho ferido e que vai pra cima do polentude com tudo. Pode ser que só a vontade não baste, mas como a gente viu e comprovou contra o Paraná, já é um pusta começo.



E viva a volta do Cholo! Pra todo o time isso mexe muito positivamente com o psicológico. Junte-se ao Fernandão, que certamente fará mais um belo discurso na preleção e entrará com sangue nos olhos, e ao Nilmar, que deve estar babando pra fazer o dele e espantar a ausência de gols, e a confiança na vitória aumenta infinitamente.

E o que é a confiança senão um estado psicológico de força mental? Eu acredito, vocês acreditam, o time acredita. Tá certo, o adversário também vai pensar positivo, mas a gente acredita mais. Vamo vamo Inter.

++++++++++

Ronaldo, aceita uma dica: em qualquer festa que tu for aí no RJ vai ter pelo menos meia dúzia de loira falsa querendo se aproveitar da tua fama e disposta a ir pra casa contigo. E se for pra alugar amor de uma, como diriam os Racionais, modelo que não trabalha de dia, sobe o nível negão, liga e manda baixar as de 2 mil reais. Em casa, discretamente. Sexo é bom pro psicológico, escândalo não... =o)



Internacional: A origem do nome e dos Poppe.

Após quase dois meses sem acesso à Internet, voltei ao universo virtual e descobri que, nesse meio tempo importantes descobertas sobre nossos fundadores mais conhecidos foram feitas, principalmente por Pedro Luiz, um colorado que tem pesquisado em arquivos paulistas, e Tiago Vaz e Guilherme Mallet, ambos do blog Supremacia Colorada.

Pedro Luiz localizou, em um jornal de 1906, uma escalação do Internacional Foot-Ball Club, que enfrentaria o Sport Club União, em uma partida pela Segunda Liga. Nesta escalação aparece um José atuando de ponteiro-direito, no 1º time do Internacional, e um Henrique jogando de lateral-direito e um Luiz de ponta-de-lança, no 2º quadro. Seriam os Poppe?

Tiago Vaz, ao entrevistar um descendente dos Poppe, teve acesso à edição do jornal A Rua, de Porto Alegre, do dia 19 de agosto de 1916, com um extenso necrológio sobre o recém-falecido Henrique Poppe. E nesta matéria, a surpresa: Henrique Poppe era fluminense, natural de Niterói!

Mas seriam os Poppe naturais do estado do Rio de Janeiro? E porque eram considerados paulistas, aqui no Rio Grande do Sul? E outras dúvidas pertinentes foram levantadas por estes dois colorados: se os Poppe eram de Niterói, seria o Sport Club Internacional, de São Paulo, o homenageado na fundação do Colorado gaúcho? Afinal, no Rio de Janeiro também havia uma equipe com este nome.

As respostas a estas questões podem começar a serem encontradas no próprio necrológio: “Tendo partido ainda muito creança para o estado dos Bandeirantes, creou-se tornando-se um defensor accerrimo desse Estado da Federação Brazileira”.[1]

Ou seja, o mais velho dos Poppe mudou-se para São Paulo ainda muito pequeno, e considerava-se um paulista, por adoção. Os demais Poppe, mais jovens, provavelmente nasceram em terras bandeirantes, mesmo.

Quanto ao Internacional carioca, existiram três, pelo menos dois tem uma origem confusa: Associação Atlética Internacional (foi fundado em 1904, disputou o campeonato carioca de 1907, extinguindo-se logo depois) e Internacional Foot-Ball Club (fundado em 1904, disputou o campeonato carioca de 1912, e era alvi-negro). Em 1913 foi fundado outro Internacional Foot-Ball Club, que atuou sempre em ligas menores. De qualquer forma, nesta época os Poppe já estavam estabelecidos em São Paulo há bastante tempo.

Desfeita a possibilidade dos Poppe terem uma origem futebolística carioca (apesar de Henrique ter nascido em Niterói), outro problema nos assalta: Que clube é este Internacional Foot-Ball Club? Poderia ser apenas um erro na denominação do Sport Club Internacional, algo muito comum na imprensa da época. Porém, há referências de que a liga paulista decidiu criar, em 1906, dois campeonatos: a Primeira e Segunda Liga (provavelmente primeira e segunda divisão)[2]. O Sport Club Internacional disputava o campeonato da 1ª divisão, no qual não havia a participação de nenhuma equipe chamada União. Portanto, podemos trabalhar com três hipóteses: 1º) este Internacional era outro clube, que não o SC Internacional; 2º) assim como na Argentina, talvez em São Paulo os clubes da 1ª divisão disputassem a 2ª divisão com equipes menores, e este é sim o SC Internacional; 3º) apesar da coincidência, José, Luiz e Henrique da escalação de 1906 não são os Poppe.

Analisando as hipóteses:
A 1ª hipótese apresenta um problema: apesar de ser reconhecida a existência de um campeonato de 2ª divisão em São Paulo, em 1906 (teria sido a primeira do gênero), somente a partir de 1916 a competição tem seus campeões conhecidos, e somente a partir de 1918 são conhecidos todos seus participantes. E nenhum Internacional Foot-Ball Club está entre os participantes. O seu adversário, o União, provavelmente é o União da Lapa, equipe de tradição na várzea paulistana dos primeiros anos, e que foi o primeiro adversário da história do Corinthians.

A 2ª hipótese resolveria todos nossos problemas, se fosse correta. Mas se na Primeira Liga já havia campeonatos de 1º e 2º quadros, que equipes eram estas que disputavam a Segunda Liga? 3º e 4º quadros? Impossível não é, pois no Rio Grande do Sul, no final da década de 1910, eram disputados campeonatos até 3º quadro. Mas faltam mais indícios para que possamos concluir que este Internacional Foot-Ball Club na realidade é o Sport Club Internacional. Um estudo mais aprofundado desta 2ª divisão paulista poderia trazer novas luzes sobre este caso.

A 3ª hipótese é algo provável, caso este Internacional em questão não seja o Sport Club. Mas seria uma grande coincidência os três jogadores com nomes idênticos aos Poppe.
As novas informações surgidas não contestam a versão “paulista” da origem do nome Internacional, apenas acrescentam mais dados interessantes à biografia de nosso fundador. E se voltarmos para fontes históricas importantes, que são os relatos de nossos fundadores, encontraremos referências explícitas ao Sport Club Internacional de São Paulo.

Na edição referente ao Internacional, na série Grandes Clubes Brasileiros, da Editora Rio Gráfica (início dos anos 1970), há uma entrevista com José Leopoldo Seferin, que ao ser perguntado sobre a origem do nome, responde sem pestanejar: “Os irmãos Poppe lançaram logo o nome de Sport Club Internacional, e a razão é muito simples: eles haviam jogado num quadro com o mesmo nome em São Paulo.”

E em uma obra de extrema importância sobre os primeiros anos do Colorado, “Na sombra dos Eucaliptos”, de Carlos Lopes dos Santos, que entrevistou vários fundadores colorados, está registrado que o nome Sport Club Internacional prevaleceu sobre as outras propostas “graças ao interesse e à habilidade do jovem paulista Henrique Poppe Leão e seus irmãos José e Luís Poppe, que haviam pertencido ao Sport Club Internacional de São Paulo.” Infelizmente, sem uma formação de historiador, o autor da obra não preocupou-se em desvendar mais detalhes das assembléias de fundação, nem registrou que outros nomes foram sugeridos.

Portanto, mesmo sem uma prova material concreta da “origem paulista”, os fortes indícios dos relatos de fundadores, e do “sentimento paulista” de Henrique Poppe, revelado pelo jornal “A Rua”, tudo leva a crer que realmente os três Poppe tiveram alguma ligação com o Sport Club Internacional de São Paulo, e nele se inspiraram para escolher o nome do nosso glorioso Colorado. Talvez não coincidentemente, o Internacional paulista surgiu aberto a vários grupos étnicos, em uma época que o futebol da capital bandeirante era dividido entre os ingleses do SPAC, os alemães do Germânia, e os alunos da elite paulistana alinhados no Paulistano e no Mackenzie. Assim como em Porto Alegre o Colorado gaúcho nascia para quebrar com o segregacionismo étnico dos germânicos Grêmio e Fussball.

Por fim, uma curiosidade: os Poppe atuaram como atletas até 1911 (Henrique, o mais velho, provavelmente jamais atuou pelo clube). E logo após parece ocorrer um afastamento dos fundadores, em relação ao clube. Não um rompimento, mas um afastamento sim. Em dezembro de 1915, Henrique Poppe Leão chegou a participar, ao lado de Tertuliano Gonçalves, outro fundador colorado, da fundação do Sport Club Municipal, clube que nos anos seguintes (após a morte de Henrique) se alinharia ao Grêmio, nas disputas políticas com o Internacional. Na edição de 16 de agosto de 1916, do jornal “A Federação”, a matéria sobre o enterro de Henrique Poppe Leão cita várias personalidades presentes, e as coroas de flores que foram depositadas em seu túmulo, mas não aparecem os dirigentes mais importantes do Internacional, e não há registro de coroa de flores do clube, embora seja citada a coroa do Municipal. Apenas no domingo seguinte, dirigentes do Internacional foram, oficialmente, ao túmulo do fundador, depositar flores em sua homenagem.

Mas seja qual for o motivo que levou a este afastamento, não deve ter significado uma ruptura de fato, nem Poppe deve ter deixado de ser colorado. Entre os dias 15 e 21 de agosto de 1916, todas as referências a Henrique Poppe Leão, no jornal “A Federação”, lembram sempre ter ele sido o fundador do Sport Club Internacional, e certamente, apesar da doença que o exterminou rapidamente, este grande colorado deve ter vibrado com a vitória de 6x1 sobre o Grêmio, no dia 30.07.1916, última partida do clube, antes de sua morte, e maior goleada colorada no clássico, até então.
Para encerrar, é necessário fazer um agradecimento a Antônio Marcos, colorado de Santa Maria, que fez uma compilação de trechos de várias obras sobre a origem do Internacional, e os postou em um tópico na comunidade “História do Internacional”, no orkut. Para que quiser acompanhar a discussão sobre o tema, na comunidade, aqui fica o link

[1] A Rua, 19 de agosto de 1916, capa.
[2] “A Liga Paulista de Foot-Ball, em assembléia extraordinária de 09 de abril de 1906, definiu em seus estatutos (...) organizar campeonatos de primeira e segunda classes (...)". FONTENELLE, André e STORTI, Valmir. A História do Campeonato Paulista. São Paulo, Publifolha, 1997, 2ª edição.

terça-feira, abril 29, 2008

Fé Demais

Na minha casa, a religião “oficial” era a Espírita Kardecista. Já meus avós paternos, como de resto todos os colonos italianos de que tenho notícia, eram católicos. Por parte de mãe, cuja ascendência é quase toda ibérica, minha avó se dizia presbiteriana, enquanto meu avô dizia que não acreditava em assombração. Sempre gostei da forma objetiva com que o vô encarava a vida. Ah, o vô era colorado!

O interessante é que diante desse caldeirão religioso, acabei me tornando meio agnóstico. Meio, porque é aquele negócio, “no creo en las brujas, pero que las hay, las hay!”

Pois é justamente por não duvidar totalmente das coisas que não vejo que comecei a desconfiar do sobrenatural nesses confrontos do Inter contra o Juventude. Por mais que eu sempre busque explicações lógicas e racionais para o que acontece dentro de campo, depois desse domingo comecei a acreditar que aí tem coisa. E é coisa do outro mundo!

Considerando a quantidade de desfalques, o time até que entrou bem escalado, tanto em nomes quanto em postura tática. Só que a maldita bola insistia em não entrar. No segundo tempo até melhorou com a saída do Ji-Paraná (muito fraquinho) para a entrada do Titi, mas aí: cartão vermelho! E para completar, aos 47 do segundo tempo, o Fernandão, que desde quarta-feira tava correndo pelo Guiñazú, me perde uma bola no ataque e nasce o gol do Juventude. Ah, pode parar! Tem macumba na jogada! Só pode ser!

Sei lá, acho que deve ter tanta gente só na secação, só no olho gordo, só no mau olhado, que a urucubaca pegou! Junta tudo isso com a campanha pró-touca estimulada pela imprensa e até os colorados já ficam esperando pelo pior. Pois é justamente aí que ele acontece!

Mas agora chega, basta! Decidi que chegou a hora do contra-ataque e que vai ser pesado!

Ainda ontem de manhã iniciei minha procissão de fé em favor do Inter. Saí de casa e entrei na primeira igreja que encontrei. Assisti à missa das 10h, ajoelhei e rezei. Me confessei e paguei as penitências que o padre me recomendou. Acendi uma vela pra cada santo. Cheguei a hesitar na hora de acender uma para o Santo Expedito e outra para Santa Rita. O coroinha me disse que eram os santos das causas impossíveis. Achei um desaforo chamar de causa impossível ganhar de dois gols em casa do Juventude, mas, pelo sim, pelo não, acendi uma para cada um também.

Segui para o centro e fui num Templo Evangélico. Lá, um pastor de terninho me disse que Deus me ama e que por R$ 50,00 eu conseguiria a minha graça. Achei justo, pois tô meio sem graça mesmo, desde domingo. Mas quando eu falei pra ele que era a questão do Inter com o Juventude ele me cobrou R$ 100,00. Ah, que saco! Pra mim aquele pastorzinho era gremista. Mas paguei igual.

Depois me toquei para uma sinagoga. Lá conheci o rabino Jacó. Impressionante, o cara era igualzinho àquele cantor, o Matysiahu! Só depois que eu vi que todos os outros rabinos também eram. O rabino Jacó disse que o sábado é dia de descanso. Vou ter que cortar a balada. Também me proibiu o churrasquinho de porco. Até aí tudo bem, meu negócio é carne de ovelha. Agora, o bicho pegou quando ele disse que, pra me converter, pra encarar o negócio pra valer, eu tinha que dar um talho nas partes. Isso mesmo, cortar um pedaço fora. Eu já tinha ouvido falar em sacrifício e penitência, mas esse aí eu achei demais! Mas é aquilo, eu não vou agüentar perder mais essa para o Juventude, então... Quinta-feira,15h, Doutor Bráulio, Urologista.

Por fim, fui atrás duma mãe-de-santo. Bah! Essa aí me jurou que era encosto brabo e que já tava mais do que na hora de eu fazer uma sessão de descarrego. Lá fui eu pra a terreira, todo de branco, igual ao Inter contra o Paraná. Até que tem uma batucada legal lá. Também tinha cada mulata mais linda que só vendo. Viva as religiões afro-brasileiras! Bueno, mas não foi pra ver as gurias que eu tava lá. Fiz o descarrego direitinho, comprei umas tais de ervas para abrir os caminhos e também tive que degolar uma galinha! Não sei se virou canja, mas aí, também, já não era mais comigo.

Ainda nesta semana, quero ir a Três Coroas, lá no centro Budista, e também vou atrás de outras religiões, mesmo que elas briguem entre si. Vou em busca de todos os santos e entidades que puderem me ajudar. Farei isso porque cansei dessa história de perder pro Juventude. Já foram três, só este ano. Tá demais! Agora, chega!

Na verdade, só estou fazendo isso tudo porque respeito muito e acredito demais no poder da fé, não importa de que maneira ela se manifeste. Mas mais que isso, acredito piamente que, no domingo que vem, não vai ter nada, absolutamente nada de sobrenatural. O Inter vai entrar em campo com o Beira-Rio lotado. Vão ser 50 mil colorados fanáticos, fiéis, crentes. Crentes de que o Inter é mais time, de que tem mais qualidade e de que tá mais a fim, sim, de ganhar essa baba de Gauchão. Crentes de que o trabalho profissional, sério e dedicado gera frutos, gera vitórias, gera títulos.

Afinal de contas, depois de ir a tantos templos e de consultar tantos sacerdotes de diversas religiões, eu ainda fico mesmo é com a boa e velha lição do meu querido avô colorado: “Eu não acredito em assombração!”.

Inter: Campeão Gaúcho de 2008!
Baita abraço a todos!


segunda-feira, abril 28, 2008

BLOG VERMELHO ENTREVISTA FERNANDÃO

Anunciei mes passado que faria uma entrevista (10 Perguntas para...) com o Fernandão. Mas sinceramente não lhe enviei as perguntas porque senti que tão cedo na temporada tinhamos poucas coisas de importancia para realmente perguntar a ele.

Eu não queria mandar perguntas obvias a ele como "Voce ama o Inter?" Porque essas perguntas jogadores em geral tem respostas prontas. Senti que algo estava faltando, que se eu esperasse algo ia aparecer de peso para lhe perguntar.

E com o acontecimento Domingo acho que esse momento chegou. Na verdade, vou esperar até Domingo que vem quando ele vai se redimir pelo erro de ontem. Eu tenho certeza absoluta que nesse proximo Domingo Fernandão levantará a taça de Campeão Gaúcho e não só isso. Eu tenho certeza que ele fará um grande jogo, talvez um dos melhores jogos dele vestindo a camisa vermelha (ou Branca) do Inter. Podem ter certeza e podem me cobrar depois. Jogador da classe do Fernandão vive para esses momentos. Com certeza ele não tá conseguindo dormir direito. Todo dia ele deve acordar e pensar naquela jogada. Com certeza ele mal pode esperar o momento de entrar em Campo domingo para corrigir seu erro de Domingo.

Não foi por nada que aquilo aconteceu. Quem pode, que vá ao Beira Rio Domingo pois você vai assistir uma atuação historica do Capitão Fernandão.

F9 no Bem Amigos mesmo admite que a derrota ajudou a motivar eles para a proxima partida:


TORNADO

Passei a semana toda no estado de Virginia visitando familia da minha esposa. Chegamos agora a pouco em casa. Foi 8 horas de carro. No caminho passamos por cima da incrivel Ponte-Tunnel de 25 Kilometros ainda na Virginia. Mas chegando agora em casa vi na noticia que um Tornado passou por cima da mesma ponte hoje de tarde e destruiu dezenas de casas na região. PQP, imagina se o tornado passasse na hora que a gente tava nessa ponte de 25 kilometros, não teriamos saida. Bom só queria passar a voces essa curiosodade do dia de hoje.

Olhando num mapa o Tornado occoreu a poucos kilometros da casa da irmã da minha esposa onde ficamos a semana toda.

Veja



domingo, abril 27, 2008

QUE SEMANA...

Foi uma semana e tanto se incluirmos também o dia de hoje e o resultado horrível para uns e nem tanto para outros, ao começar por aquela maravilha de quarta onde a força da torcida fez a diferença num dopping legal com efeito automático aos jogadores, quem foi e teve oportunidade de ver com certeza não esquecerá tão cedo, como o Marimon falou e usou a minha frase no post dele semanal foi realmente..."um jogo para se guardar na retina..."...o Darlan fez um videozinho lá que postarei abaixo de onde estavamos, encontramos o Fred que sempre está pela superior e também em companhia do Eber e meu amigo Airton e mais o Darlan lógicamente...e eu não cheirei nada por lá que nem o Alemão hihihi...eis ae o video...





...agora no jogo de hoje também compactuo que não foi assim um desastre total e tenho confiança que essa semana conseguiremos mais uma vez na base da superação nos mobilizar e fazer a diferença num perfeito" BEM VINDO AO INFERNO!!!" em com certeza um Beira Rio completamente lotado pelos colorados de fé...

num humor nigérrimo o importante mesmo é que acharam o Padre dos balões, conforme a foto abaixo ele foi encontrado em um campo vazio, deserto, onde não havia pessoas por quase 30 dias. Muito triste isso...

(foto do blog http://chinelotricolor.blogspot.com )


BVFC IV

Buenas, para aqueles que depois irão me perguntar porque não avisei, dia 10 de maio já está marcado nosso encontro com o futbas do BV e o peculiar churrasco, no mesmo lugar de sempre HD Farrapos às 11 da manhã os velhos amigos e os novos estão convidados, desde que naquela responsa de sempre de avisar a presença e ou desistência de imprevisto, ok?

maiores detalhes em breve no http://bvfutebolclube.blogspot.com/



Cenarios

Cenario #1

Empate 0 a 0. Torcida vai ao Beira Rio, relaxado.Muitos nem vão porque não terá "graça". A maioria já cantando vitoria. O time relaxa a semana toda, bota um saltinho achando que no Beira Rio é barbada. Diretoria encomenda camisetas de Campeao Gaúcho 2008. Clima de festa e "ferias" no Beira Rio já apartir de Segunda Feira. Claro com aquele discurso de que nada está ganho. Aí chega Domingo que vem e o Juventude vem com tudo e o Colorado é "pego de surpresa".

Cenario #2

Tomamos um gol no Fim do jogo, numa cagada do nosso Capitão. Perdemos 1 a 0 e agora precisamos ganhar no Domingo que vem no Beira Rio. Empate não serve. A semana toda os jogadores estão em estado de Atenção. O Capitão sabe que fez cagada e agora vai jogar TUDO na proxima pra se recuperar. A diretoria exige força dos jogadores. A torcida Colorada bota mais 10 mil no Beira Rio do que teria colocado se o titulo "ja fosse nosso". O Tecnico fica "esperto" para a situação e passa a energia aos jogadores.

Hmm...qual cenario você prefere?

Bom eu vi Cenario #1 na final do Gauchao de 2006 contra o Gremio. E perdemos o titulo.

E vi o cenario 2 contra o Parana semana passada...e bom voces sabem o que aconteceu.

DERROTA MELHOR QUE 0 a 0!

OTIMO RESULTADO...melhor que o empate! Lembram de 2006? 0 a 0 na primeira partida e no BR empatamos 1 a 1 e o Gremio foi campeao.

Assim nao tem salto e Fernandao vai querer se recuperar da cagada. Acho essa derrota MELHOR que um empate de 0 a 0. Assim nao vao ficar a semana toda relax. O inter joga melhor sob pressão.

OTIMO RESULTADO!!! Estou feliz. Muito melhor essa derrota do que empate de 0 a 0.

Quem acha o contrario simplesmente n~ao sabe como o time ia ficar relaxado a semana toda achando que o titulo ta no bolso. Agora eles vao ter que focar e jogar de verdade e n~ao ficar nesse jogo lenga lenga que nem hoje.

Ou voces acham que teriamos tocado 5 no Parana se tivessemos empatado com o Parana la?

REPITO. OTIMO RESULTADO! Nada de salto e agora v~ao ficar focados! Ganharemos do Ju Domingo que vem 2 a 0.

As vezes tem que se dar um passo para tras para dar 2 pra frente.



sábado, abril 26, 2008

Soco na Cara II - A verdade....

Grito da Social

Escrito por Nelson - Gritado por Rafael




Nestes últimos jogos, compadecido com os colegas mais ou menos beatas do BV, alvo de minhas afinadas cornetadas, comecei a assistir o jogo com eles na Social, na tentativa de passar-lhes um pouco de neurônios essencialmente futebolísticos.
Eles (A Milano, Denilson e Diana) engendraram o seguinte plano:
- Vamos pegar um cara mais ou menos corneta tipo o Rafael, e atrair o Nelson e aprontar um ´pega-ratão`, a base de tapinhas nas costas, cevinha gelada, papos sobre o tempo e outras conversas pra boi dormir. Na primeira oportunidade daremos nosso golpe quase misericordioso.

Então assim o fizeram, no jogo com o Caxias, 2 x 1 prá nós, onde eles tinham a certeza que os seus ídolos de barro (ou de plástico) iriam se consagrar, tentar me vender gato por lebre ( Alexxx por Kaká), não conseguiram, pois o maior adversário do Inter definitivamente não é o Caxias, muito menos o Paraná !

Mas nesta última 4ª feira, a qual a emoção ficou acima da razão, eles conseguiram, vou detalhar:
- Como não estavam os 02 pintores de rodapé no time, eu fui pro campo mais mais calmo, pois na minha opinião, a possibilidade de passarmos era menor do que a esperança ...
- No primeiro gol do Inter o Rafa tentou me abraçar, eu desviei, no segundo gol, até lhe concedi uma leve comemoração, mas no terceiro gol percebendo a intenção de desvencilhar-me, ele Rafa Severo, traiçoeira e velozmente, veio com o queixo em direção à minha mão esquerda (sou canhoto), no choque, aconteceu uma tragédia, minha corneta entortou e não consegui mais cornetear com a mesma qualidade desde então.

Tomara o jogo da última 4ª feira ter sido o divisor de águas a exemplo daquele Gre-Nal de 2006 !

Mas aviso à todos, mandei consertar a corneta, ela deve ficar pronta amanhã de manhã, dependendo do resultado e da escalação ela voltará à soprar ! Tomara que não precise usá-la ! Bom jogo pra nós e Banana pra dentro dos bananas !

sexta-feira, abril 25, 2008



Soco na cara

Pessoal, quero denunciar um ato de agressão ocorrido na quarta à noite, durante o jogo do Colorado...

Fui pro jogo com um grau de ceticismo relativamente alto: 60%. Cheguei cedo ao estádio, mais cedo do que eu queria, até. O Gigante ainda estava à "meia-luz", quando me acomodei numa cadeira da social. Naquele momento, tudo era uma imensidão solene de concreto e silêncio; este último foi diluindo-se aos poucos pelo murmurinho crescente do povo rubro que chegava.

Lá pelas tantas, quando o murmúrio já era festa, avistei o Nelson lá embaixo, no corredor de acesso das sociais. Sinalizei em meio ao tumulto e ele subiu com o filho e o amigo do filho. Ainda faltava o restante do meio-campo vencedor: Diana, Denilson e Alemão. O Denilson chegou um pouco depois do Nelson e se acomodou duas fileiras abaixo da nossa - os lugares estavam escassos. A Diana chegou em cima da hora e ajeitou-se ao lado do Denilson, mas ainda a tempo de acompanhar a entrada do time em campo. E o Alemão? Bem, o Alemão "pipocou" e desfalcou o meio-campo, mas tudo bem, improvisamos o filho do Nelson na função e seguimos adiante.

A torcida, em pé, afinava o coro tema da noite: Vamo, vamo, Inter!
O jogo começa e o Jonas dá um cagaço geral na torcida e no próprio time. O Paraná aproveita e faz o primeiro.
"- Putz, fodeu!" falei pro Nelson.
O Nelson só sacode a cabeça, negativamente.
- Acabou o jogo! "acho que vou pra casa dormir, ainda é cedo", pensei.

Mas uma explosão rítmica vinda das arquibancadas praticamente ordenou que eu ficasse e ajudasse o time na empreitada. VAMO, vamo, Inter, diziam as arquibancadas.
O Andrezinho parece ter ouvido a súplica e empatou quando os paranaenses ainda comemoravam o seu gol.

Eu, o Nelson e o Beira-rio inteiro comemoramos surpresos, afinal o Inter não é dado a essas superações heróicas: via de regra o Colorado conquista seus maiores títulos sem maiores sustos, priorizando o jogo de futebol e suas variantes táticas. Mas vamos lá, quem sabe, né? Vamo, vamo Inteeeeeerrr!!!

Logo em seguida, o lateral do Paraná é expulso. Beleza!
"- O juiz é nosso!" Comentei com o Nelson, bem baixinho, pra ninguém ouvir...
O Nelson concordou e acrescentou que o jogo estava pro Inter, desde que o time parasse com o chutão pra área e começasse a abrir o jogo pelas pontas. Dito e feito: a bola vai pro Bustos, aberto pela direita, cruzar no pé do Índio, que aparece de surpresa entre a zaga do adversário e manda a bola no canto do goleiro, virando o jogo e incendiando ainda mais o estádio. VAmo, vamo, Inteeeeeeeêêêêêêêêêr!!!

Se sair mais um golzinho ainda no primeiro tempo fecha todas, pensei. E aos 41 minutos do primeiro tempo sai o tão desejado "golzinho". E é aí que coincide a agressão que lhes falei no início do tópico: O Nelson me atinge em cheio com um soco na cara, no meio da comemoração, mais precisamente na boca, no meu dente incisivo. Quero lhes dizer que este senhor, o Nelson, aproveitou-se do momento para me agredir sorrateiramente. Brincadeira pessoal... O Nelson me acertou um soco, sim, mas em virtude da comemoração incontida pelo terceiro gol colorado. Sim, o Nelson vibra e muito com o time, ainda que resmungue cada vez que vê o Abel, Iarley e cia na casamata colorada.
- Pô, tá tudo bem contigo? Desculpa aí!
- Que isso, Nelson... Tá tudo bem! Vamo, Vamo Inteeeeeeer!!!

Vem o intervalo e a Popular começa a cantar suas outras músicas, mudando um pouco o repertório. Lindo, lindo!
Começa o segundo tempo e o estádio volta a ficar de pé, quase que derramando-se por cima do campo de jogo.
Cânticos variados, time mais contido, Paraná tocando mais a bola. O gol vai sair, ah vai!
Dezoito minutos do segundo: o excepcional Magrão sacramenta a classificação, quando mata a bola no peito e gira, chutando-a forte pro fundo das redes paranistas.
Aí o gigante transformou-se num mar de abraços e juras de amor.
- É gol, caralho!!! Puta que pariu!!! AAAAHHHHHHHH!!!! AAAAAHHHHHH!!!! É foda!!!! É foda!!!

Um sujeito de cerca de 50 e poucos anos, sentado uma fileira acima da gente chorava copiosamente, desde o primeiro tempo já, com o radinho colado ao ouvido.
O restante da história a gente já conhece...

Eu levei um soco na boca, fiquei com o dente dormente mas fui dormir feliz. Às vezes a vida nos dá alguns socos no estômago, quando nos priva para sempre de uma pessoa que amamos, por exemplo. É por isso que momentos como os vividos na quarta fazem com que a gente deixe o ceticismo de lado por alguns momentos. Transformam a simplicidade de um abraço num fenômeno vulcânico e atemporal, pois sobrevivem na nossa memória e nos fazem melhores, eu penso. E nos lembram que a vida é de fato efêmera. Então, guardemos, pois, o melhor das pessoas enquanto elas ainda estiverem entre nós. Aproveitemos nossas pessoas, pois em essência são elas que fazem nossos raros instantes apoteóticos.


quinta-feira, abril 24, 2008

QUE VENHA O PALMEIRAS (ou seria o Sport?)

Se...repito, SE o Palmeiras passar pelo Sport acho que teremos um grande confronto (mas o Palmeiras acaba de empatar em casa contra o Sport e agora tera que ir a Recife para se classificar). Será a briga mais dificil do Inter nos ultimos tempos. O Palmeiras vem embalado, virtual Campeão Paulista, com um dos melhores jogadores em atividade no Brasil o Valdivia, camisa style verde Limão, Denilson Showbol, Leo Bebum Lima e o Luxa como tecnico. Ah e não podemos esquecer o Dodoi Original, o Elder Granja, que parece que foi curado de seus problemas em São Paulo.

Será um confronto para mostrar mais uma vez a midia central do Brasil que quem manda é o Colorado mesmo contra a vontade deles. A questão continua sendo a saúde dos jogadores do Inter. Será que teremos Guinazu na proxima fase? Alex e varios outros que tão fora. Esse é o grande problema. Engana-se quem acha que podemos repetir semanalmente com um mistão a performance contra o Parana no Beira Rio. Não podemos contar com isso. O time se superou, como se superou contra o Barcelona. Mas sabemos que é impossivel manter isso numa sequencia. Por isso precisamos que nossos titulares voltam o mais rapido possivel. Parece que o Gil tá de saida, reclamando que ta sendo mal aproveitado.

Acho que deveriamos, antes do começo do Brasileirão, trazer talvez uns 2 ou 3 reforços de qualidade para manter o nivel quandos nossos titulares sairem por lesões. Isso é muito importante. Estamos apenas em Abril e quantos Colorados já perderam jogos por lesões? Muitos. Para se Campeão Brasileiro não basta UM jogo heroico, precisa-se de uma REGULARIDADE ao longo prazo como fez o San Pablo ano passado e para isso temos que ter uma base repleta de opções. Ontem perdemos mais um no Jonas. Para essa posição porque o Colorado não pensa no Paulo Baier? Esse cara tem muito futebol, mesmo com 32 anos de idade.

É só isso que peço ao Inter no momento, pensam em reforçar o clube um pouco mais para o Brasileirão porque 38 rodadas não é brincadeira como vimos em 2007 quando terminamos em DECIMO PRIMEIRO e até conversa de Segundona estavamos escutando até perto do fim do Campeonato.

Agora um Inter x Palmeiras seria um show a parte. Uma mini versão de Inter x SP na Libertadores de 2006.

PS:

Bloguistas do BV, agora não é mais necessario incluir seu nome no topo do Texto, a partir de agora isso acontece automaticamente.

PSS:

Vale a pena ver de novo



I N E S Q U E C Í V E L

Escrito por Diana Oliveira

Não sou melhor que ninguém, nem pior.
Não acredito em superstições, acredito na insistência.
Não tenho fé em religião, tenho fé nas pessoas.
Não desisto, resisto.
Sou chata, braba, teimosa.
Gritona, calada, irredutível, arrependida.
Sou grande quando me imponho, pequena quando choro.
Não escrevo, engano.
Acredito, me iludo. Decepciono, me atiro.
Confio, me entrego.
Pondero quando consigo.
Envolvo-me intensamente a cada dez anos.
Dou-me o direito a atitudes que não devo.
Tenho uma metralhadora na fala.
Devo cuidar mais das pessoas que amo.
Não vivo sem minhas amigas.
Admiro todos os meus amigos.
Amo a minha família.
Devo mais atenção aos meus.
Preciso mudar, melhorar, comigo e com os outros.

Não vou mudar tanto assim. Não serei muito diferente daqui há vinte, trinta anos. Nem sei se vivo até lá. Mas viva estará, com clareza, perfeição, na memória, até o último de meus dias, a verdade sobre o que aconteceu no Beira Rio em 23 de abril de 2008. Sou mísera ignorante na tentativa de transpor em palavras o que presenciei. O Internacional jogou com 40.000 almas, que ali ofertaram seu melhor ou pior; que dali fizeram, nessa imensurável galáxia, um mundo a parte: vermelho. E as estrelas, brancas. De lá saímos objetivamente classificados à próxima fase da Copa do Brasil. Contudo, esta Glória nos marcou, evidenciando que inacreditável é pra desenganado, indescritível é pra COLORADO.

25 do 1º tempo, 1x1...

"um jogo pra ficar na retina." by Gonça
por Marimon (MSN - tmarimon@hotmail.com)

Bom... novamente me cabe escrever após uma partida, e frente a esse confronto não posso deixar de ser comentarista de resultado mais uma vez... ou posso?

Penso que nada do que venha a ser dito hoje estará à altura do espetáculo que testemunhamos ontem, seja ao vivo ou virtualmente... portanto, me arrisco a tentar relatar cronologicamente o drama de acompanhar um jogo desses em frente ao PC.

Aqui, direto do lugar em que a terra treme, ligado no chat do BV, ouvindo o jogo nos fones, sofrendo junto pelo MSN, vendo o minuto-a-minuto do clicrbs e escrevendo (jogo que é bom eu não tô vendo!).

Tirem as crianças da sala!!

Tudo empatado, 25 min., temos que virar ainda no 1º tempo... os ânimos no chat cada vez mais tensos, o Abel já foi mandado até pra África do Sul...

O time em cima, o paraná com um a menos... goolllllll... Índio...

Tá loco, coitada da mesinha do PC... quero mais um no 1º tempo!

Tá virando várzea, mais dois pra rua... Sidnei, muito esperto, entra no lugar do guri da baleia e vai pro vestiário depois de 30 min. em campo, é dose. Sinceramente, não sei nem qual o esquema tático do Inter nesse momento.

Figurinha (des)conhecida aqui do blog canta a pedra e eu concordo, tá na hora do F9 fazer o dele... O cara da rádio diz, "VAIII NILMAAR... DRIBLOU O GOLEIRO..." o coração pára, "CAIUUUU, NILMARRR"... pqp.

http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=73568

"Me perdoa Andrezinho!! " (pode encomendar a camiseta Louis)... minha melhor queimada de língua desde que conheci o blog em 2006, obrigado Andrezinho!

Inter 3x1, de arrepiar! Agora vai... e o grito da torcida é sacanagem... hj a terra treme é em Porto Alegre... que saudade!

Final de primeiro tempo... coração a zilhões... a gente vai conseguir! 5x1, esse vai ser o placar!

Abelão deu uma putiada geral no vestiário. Começa o 2º tempo.

Não vamos cair para um time em que o mesmo cara dá dois toques na bola em cobrança de falta, vamos?! Não, não mesmo!!! Magrão, "O cara", esse tem culhão, junto com o Cholo, os pilares desse time... 20 do 2º, 4x1, cabe mais!

"Tema da vitória" ecoa do Gigante... Índio e Orozco mancando... que jogo! Titi em campo, acabaram as substituições!

31 do 2º, o placar é nosso... Clemeeeeeeeeer salvando e Nilmar perdendo gol à rodo, não dá pra brincar.

O time extenuado em campo, o tempo não passa, o paraná em cima, bola na trave... desculpa o jargão, mas "é jogo pra cardíaco".

Pênalti... F9 pra encerrar com chave de ouro, cabiam 5 mesmo...

Mais de 40.000 no Gigante, vlw pessoal!

Parabéns Abel!
Obrigado Inter,


Hora de dormir!
divirtam-se...



SUPERAÇÃO!!

Esse foi um jogo para mudar o ano...para até mudar o proximo ano. Uma desclassificação diante do Parana teria sido uma desgraça sem tamanho, mas o que aconteceu foi historico e agora ninguem segura o Colorado. Os Cariocas e Paulistas já estão tremendo! Esse jogo foi o equivalente ao Inter Pumas de 2006 o jogo da virada, literalmente.

Mas vamo de jogo a jogo como fizemos em 2006 e vamos matando um a um. Parabens Colorados, parabens Inter!

Gols da Arquibancada - Creditos André da Intermultimidia:













quarta-feira, abril 23, 2008

Produção Ofensiva 2008

Com alguns dias de atraso, update pos vitoria sobre o Caxias. Alex tem participação em 45% de todos os gols do Inter (fazendo o gol ou o passe para o gol) . Incrivel o numero. Nessa categoria Fernandão chega em segundo com 19%. Notem que o Alex não só anda fazendo gols mas tambem já tem 9 assistencias mas que qualquer outro Colorado. Se ele manter o ritimo em 2008 a produção dele será duas vezes a produção do Fernandão em 2006.

(2 Pontos por Gol, 1 Ponto por assistencia)

Inter 2 x 1 Caxias

Gol : ALEX (Guinazu), ALEX (Fernandão)

JOGADOR GOLS - ASSISTENCIAS - PONTOS - %

Alex 15 - 9 - 39 - 45%
Iarley 7 - 2 - 16 - 17%
Marcão 5 - 3 - 13 - 15%
Fernandão 4 - 6 - 14 - 19%
Magrão 3 - 5 - 11 - 15%
Gil 4 - 1 - 9 - 9%
Adriano 4 - 1 - 9 - 9%
WM 1 - 5 - 7 - 11%
Guinazu 2 - 3 - 7 - 9%
Indio 2 - 1 - 5
Ramon 2 - 1 - 5
Andrezinho 0 - 4 - 4
Nilmar 1 - 1 - 3
Danny 1 - 0 - 2
Guto 1 - 0 - 2
Bustos 1 - 0 - 2
Sidnei 0 - 1 - 1
Jonas 0 - 1 - 1

PS: Alguem sabe se tem um link online pra ver o jogo hoje?

Vai Chegar o Dia

Postado por Malafa

Vai chegar o dia...

- que os poste vão mijar nos cachorro;

- que eu vou ter medo do Paraná;

- que a massa rubra não vai acreditar no time;

- que um placar de 2x0 não poderá ser revertido;

- que o Gigante não vai rugir com 40.000 colorados;

- que 90 minutos serão insuficientes pra fazer 3 gols;

- que o povo gaúcho vai recusar uma peleia;

- que garra, gana e superação não farão parte do nosso dicionário;

- que o vermelho não será a cor do sangue e da paixão;

- que nossa história quase centenária não será marcada por grandes feitos.

Mas esse dia não é hoje. Hoje é nóis. Hoje e sempre. Pra cima deles. Colorado 4x0. Vamo vamo Inter!




PS: Hoje é dia de São Jorge, o santo guerreiro. A cor dele é vermelho. Coincidência?

terça-feira, abril 22, 2008

Vamos lutar, vamos vencer!

Escrito por Daniel Chiodelli

“Sempre fazemos o aquecimento com os goleiros dentro de campo. Quando entramos no estádio, foi uma coisa de arrepiar. Tinha muita gente dando força pro Inter antes mesmo de começar o jogo, era muita torcida e o clima estava emocionante de verdade. Não tenho nem palavras para descrever o que senti naquele dia. Dois a zero pra eles, mas nós estávamos melhores. Antes que acabasse o primeiro tempo, fizemos o nosso primeiro gol na partida que, naquele momento, era muito difícil. Então veio o segundo tempo e o colorado começou a reação e fez uma das viradas mais bonitas que lembro. Com o apoio dos milhares de torcedores, com garra e raça, marcamos o segundo e, por fim, decretamos a nossa vitória com o terceiro gol. Ali, naquele jogo, eu vi que podíamos ser campeões, o que se confirmou na seqüência da competição.” Marcus Vinícius, o Bigode, Ajudante de Campo do Sport Club Internacional.

O jogo ao que o Bigode se refere é um dos mais emblemáticos que já tive a oportunidade de assistir no Beira-Rio: Inter 3 x 2 Pumas. Não só o Bigode, mas muita gente passou a acreditar no título após aquela vitória empolgante. Por que estou fazendo referência àquela partida, hoje? Elementar. Porque o Pumas, assim como o Paraná, não era nenhum time de estrelas. O Pumas era e, acabou sendo, tão somente o lanterna do nosso grupo na primeira fase daquela Libertadores. Ainda assim, nos impôs, dentro de casa, um dos maiores desafios daquela competição, e o superamos.

Vejam bem, superamos (nós, primeira pessoa do plural). Afirmo isso porque, naquela noite quente de 22 de março de 2006, vi algo que nunca antes eu havia visto no Beira-Rio. Eram passados exatos 34 minutos de jogo na primeira etapa quando o Inter sofreu o segundo gol. Pois foi justamente naquele momento que a torcida começou a gritar e a incentivar ainda mais o time em campo. E não foi a Popular, isoladamente, tentando gritar mais alto após um revés, como quem quer fazer passar ao adversário que não sentiu o golpe, mesmo tendo sentido. Foi a Superior, foi a Inferior e, talvez, até a Social tenha incentivado a equipe naquele momento. E isso fez com que o time, efetivamente, não sentisse o golpe, partindo imediatamente para a reação, com força total.

Repito: eram transcorridos 34 minutos da primeira etapa quando o placar marcava Inter 0 x 2 Pumas. Mas a torcida estava junto com o time. Restavam pouco mais de 55 minutos a jogar e, mesmo assim, o Inter foi buscar os três gols que lhe garantiriam mais que o primeiro lugar da chave e a segunda melhor campanha da primeira fase da Libertadores, lhe garantiriam a confiança indispensável a um grupo que quer ser campeão.

É com essa lembrança em mente que faço uma conclamação a todos os colorados: vamos resgatar aquele espírito para o jogo de amanhã. O comportamento da torcida é ingrediente indispensável para um time que quer fazer valer seu mando de campo. Grandes torcidas são aquelas que crescem nas adversidades, não se deixando abater nas derrotas, contagiando o time com sua energia, servindo de verdadeiro combustível para a redenção. É isso que quero e é disso que precisamos.

Pouco importa se não é Libertadores, mas Copa do Brasil. Não tô nem aí se o Paraná não é um grande entre os clubes brasileiros. É jogo do Inter e isso, pra mim, é tudo! Seja contra o Boca ou o Barcelona, seja contra o Bambala ou o Arimatéia. De nada adianta o torcedor exigir humildade do técnico e seus jogadores, se se põe de forma arrogante, não se dignando a fazer de um jogo contra o Paraná uma guerra. Amanhã, o Inter irá para a guerra, sim, e precisará do maior número de guerreiros colorados ao seu lado, com garra, determinação e humildade.

Com todo respeito a quem nasceu na cidade maravilhosa, mas não sou carioca e não levo jeito pra ficar de “chororô”. Portanto, amanhã não será dia para reclamar do esquema tático ou de fazer queixas contra o Abelão. Quem era o técnico naquele jogo contra o Pumas? Amanhã, nada de ficar chorando ausências ou de fazer beicinho por causa da escalação. Sabem por quê? Porque contra o Pumas jogaram Rubens Cardoso, Fabinho, Perdigão e Michel, e isso não impediu a torcida de apoiar o time de maneira incondicional. E também porque no decorrer daquela partida, entraram Mossoró, Rentería e Gabiru. Este, inclusive, fez o gol da vitória.

Amanhã, serão onze jogadores em campo, não importando seus nomes. Importa, apenas, que estarão ostentando no peito o símbolo do Sport Club Internacional. Na ordem do dia colorada, a prioridade absoluta será o apoio total e irrestrito. Ajuda das arquibancadas para o gramado “full time”, “no breake”! Acreditar não dói nem arranca pedaço. O medo de acreditar não diminui a tristeza em caso de derrota, só a antecipa. Mas a coragem de botar fé aumenta ainda mais o orgulho do torcedor em caso de vitória. Festa nas arquibancadas contagia e ajuda o time, além de fazer do Beira-Rio um lugar mais lindo do que, de fato, já é.

Amanhã é dia/noite de virada, como foi contra o Pumas, pra sair do estádio confiante de que não há time neste mundo que suporte um Beira-Rio rugindo de amor pelo colorado mais amado do planeta! Pra voltar pra casa com a certeza do título, tal qual em 2006!

“Sooooou, sou colorado até morreeeeer,
Não importa o que aconteceeeeer,
Pra cima deles meu Inteeeeer,
Vamos lutar, vamos venceeeer!
'TUM', 'TUM', 'TUM', 'TUM'”

Baita abraço a todos!


segunda-feira, abril 21, 2008

Alex ou Mendes?

Escrito por Diana Oliveira

Ao contrário do que pensa nosso presidente, Gringo, Mr Louis, considero um bom campeonato de primeiro semestre o Gaúcho. Lesões ocorrem a todo tempo, em qualquer competição. Em Dubai mesmo Guiñazu se machucou e foram apenas dois jogos no torneio. Vejo o Gauchão como um laboratório para o time ir se ajustando, e de acordo com a complexidade que vai surgindo nas competições seguintes, cresce a equipe. Para esta evolução gradativa considero relevante o campeonato estadual. Contudo, não posso negar que a baixa do “perro loco” para o próximo confronto será insubstituível, mas alerto que tal infortúnio pode acontecer num jogo decisivo do campeonato brasileiro, como infelizmente nos surpreendeu ontem.

Temos que saber superar estas infelicidades. Repito igual a disco trancado, ou scratchs no vinil, vai DJ! Temos grupo... te te teeeemos grupo... Titi e Jonas, por exemplo, entraram e corresponderam. O primeiro foi melhor que as últimas atuações do titular Marcão. E a entrada de um volante que sai jogando como o Jonas foi, de fato, só o que nos faltava. Uma simples modificação fez toda diferença no jogo e o garoto foi bem. Acho que cometeu algumas falhas, mas diante da freqüência com que é solicitado um primeiro volante, é compreensível.

Eu sei: Guiñazu não tem igual, mas há no grupo jogadores capazes de nos dar a vitória desejada na quarta-feira. Eles no campo e nós no concreto, cada qual fazendo sua parte. E vamo-Inter. Mobilização generalizada. Secadores impacientes, torcedores confiantes e jogadores determinados. Não teremos um personagem único no plantel, é verdade, mas teremos outro. No Paraná a ausência de Fernandão foi fatal. Teremos também Magrão jogando o fino da bola. Melhor em campo contra o Caxias, luxo de futebol.

Somos e seremos surpreendidos por lesões e cartões durante toda a temporada, faz parte. Não é culpa do Gauchão e eu quero esse título. Não por rivalidade, é por vontade mesmo. Quero ganhar. Acompanhei, fui a todos os jogos, torci, e quero guardar mais essa. Adoro feijoada, mas não abandono o churrasco. Inter SM e Juventude fizeram uma grande semi-final. O estado se motivou, é a competição que vigora nas ruas, conversas, amigos. É a realidade que vivo momentaneamente e não rejeito, desfruto. Agora a semana é de Copa do Brasil, então pra quarta-feira a escalação é a seguinte:

NELSON - RAFAEL SEVERO – DIANA - DENILSON - ALEMÃO.
Esse time é campeão!
Aceitamos reforços, desde que não alterem esta formação. Disponham-se nas fileiras abaixo e acima, ataque e zaga, pois o meio campo genial tá aí. Só tem gênio!

Mendes tem 13 gols, Alex tem 12. Ambos vão pra final, briga muito boa pela frente. Quem leva a artilharia?

Blá blá blá e gol do Alex!

domingo, abril 20, 2008

OBRIGADO GAÚCHÃO

Obrigado Gaúchão, hoje um campeonato de terceira classe, por nos custar tanto. Obrigado Gáuchão por atrapalhar os planos do Colorado em conquistar o Brasil. Obrigado Gaúchão por ter nos levado Nilmar, Alex, Guinazu e varios outros com lesões desnecessarias. Obrigado Gaúchão por cegar a torcida em pensar que ganha-lo vale alguma coisa.

É um absurdo um clube profissional ter que jogar 4 ou 5 campeonatos em um ano só. Esse ano estamos jogando 4. É demais. O foco é perdido. Estamos decidindo o Gaúchão em meio a uma competição de EXTREMA importancia para o futuro do Inter a Copa do Brasil. Todo o foco deveria estar na Copa do Brasil. Conquistando ela a gente chega a Libertadores de 2009, no centenario. Sem ela, complica.

Mas decidimos colocar titulares 3 dias antes de um jogo fundamental contra o Parana para jogar uma partida do Gauchao. Porque? Tudo por causa do rival da Azenha. Tudo para poder cornetear o rival. Valeu a pena?

Agora estaremos sem Guinazu contra o Parana e talvez sem o Alex. Perdemos varios jogadores por hepatite que quem sabe foi pego no interior Gaucho. Até quando vamos com essa brincadeira?

Não me entendam mal. Tenho grandes memorias do Gauchao nos anos 80. Mas naquela epoca o Gauchao ainda valia alguma coisa. Hoje o que ela vale? Em 2007 fomos prejudicados quando a torcida e a diretoria se apavorou quando o Inter B estava fazendo uma pessima campanha no Gauchao. A Pressao e corneta Gremista nos cegou e jogamos os titulares vindo de ferias no Campeonato e dai a coisa so piorou. Conseguimos fazer do Gauchao 2007 uma crise geral. O resto vocês sabem.

O Gaúchão só serve como pre-temporada. Obviamente não podemos ficar parado meses esperando o Brasileirão, mas temos que saber quando tirar o time de campo. Agora se por acaso o Juventude conquistar o titulo em cima de um desfalcado Inter de que servirá o Gauchao? So para criar mais uma crise. Obrigado Gaúchão e obrigado as pessoas que acham que temos que dar a vida contra times de quinta categoria.

sábado, abril 19, 2008

LIVRO DO CENTENARIO



Um dos primeiros colorados que encontrei em Tokyo foi no Lobby do hotel Keio plaza. Lá no meio de varios outros colorados estava uma Colorada chamada Larissa. Como eu tinha ido ao hotel para conversar e filmar colorados vi ela e logo comecei a bater um papo. Mas antes o grupo de pessoas com que ela tava naquele momento queriam uma foto do grupo e eu me ofereci para tirar ela. Logo descobri que a Larissa havia viajado ao Japão sozinha para ver o Inter! Já é muita coisa atravesar o mundo para ver um time de futebol, imagina atravesar o mundo sozinho! Bota colorada nisso! Nas transmissões dos jogos ela apareceu algumas vezes na TV no meio da torcida e tambem aparece no meu livro de fotos que lancei aqui no Blog a mais de um ano (incrivel como passa o tempo). A Larissa tabem conta sua historia no livro official do Inter "A Conquista de um Sonho" (onde eu tambem tenho uma historia escrita) e vale a pena conferir. Ela tambem vai aparecer no Soy Loco Por Ti Mundo (o filme mais demorado do planeta).

Mas escrevo sobre ela porque vi que o Inter vai lançar um livro historico de luxo sobre o Centenario Colorado e o projeto terá coordenação executiva dela, a Larissa Streliaev e comandado pelo fotografo e Pai dela o Leonid Streliaev. O Projeto promete pois os livros lançados pelos Streliaev são de otima qualidade. Veja esse video que mostra o Pre-lançamento no Beira Rio.



Memória Seletiva e outras cositas.....



Grito da Social

Escrito por Nelson

Quando decidimos emotivamente vamos procurar na nossa memória as razões para justificar nossas decisões. Sempre achamos um evento para isso !

Em relação ao nosso treinador, porque não lembrar e adotar como modelo o time da LA 2006, ou o jogo exemplar Palmeiras 1 x 4 Inter ? Ou Inter 1 x 0 Barcelona (2º. Tempo) ? Quando se fala em Inter e Barcelona muitos lembram do time que começou jogando e esquecem que levou um ´baile` no 1º. tempo, cujo time também teve muitas dificuldades no 1º. tempo do jogo contra o time do Egito, no qual nossos erro foram bastante corrigidos com a simples entrada do do Vargas em lugar do Alex. Também o jogo de Dubai, somente lembramos da vitória e esquecemos a escalação e estratégia vitoriosa também ´esquecida` pelo treinador, que parece lembrar somente do que lhe é conveniente !

Relembrando a LA2006 e tentando montar um modelo semelhante, temos:
Clemer,
Ceará, Bolívar, Eller e J. Wagner,
Edinho, WM, Tinga e Alex,
F9 e Sóbis.

Este time jogava com F9 recuando um pouco para compor o meio-campo, mas sempre chegava na área para concluir. Sóbis jogava pelo lado esquerdo do ataque e fechava pelo meio onde era bastante eficiente no chute ou mesmo na jogada de fundo, Tinga corria todo o campo e chegava na área, muito mais do que o Alex, Edinho bem postado, WM um pouco mais avançado, fazendo até a função de LD, com Ceará mais postado, com Granja o WM (Fabinho) ficavam mais atrás. O Lado esquerdo era mais flutuante e bem complexa a movimentação. O J. Wagner de ala (criação do Muricy), tinha muita liberdade para o apoio, coberto pelo Alex, quase um 2º. Volante pela esquerda (prova disto é que foi muito pouco à frente e pouco participou das jogadas de gols, muitas vezes substituído por Michel ou Gabiru para tornar o time mais ofensivo,), o Alex às vezes até cobria a subida eventual do Eller. Os zagueiros bem postados sem ir muito à frente. Eventualmente entrava o Índio para reforçar a defesa e garantir o resultado positivo.
O Modelo à ´grosso modo` era com 04 zagueiros (sendo JW 50% lateral / 50% volante , 04 meios-campo, Tinga 50% volante, 50% articulador , Alex 50% volante / 50% lateral, F9 50% articulador / 50% atacante, ou seja, múltiplas funções compensando a falta de um articulador nato. Time à base de toque de bola, sem lançamento em profundidade. Time com 03 volantes marcadores 01 articulador (de intensa movimentação) , 02 atacantes com movimentação e marcação da saída de bola do adversário.

Como reproduzir este modelo vencedor acima com o plantel atual:
Renan
Bustos (Jonas), Índio (Sidnei), Sorondo e Marcão.
Danny (Sandro), Magrão, F9 (Roger) e Guina
Nilmar e Adriano (F9)

Comparando:
Goleiro, larga vantagem pro Renan
LD temos desvantagem atual, para um time mais postado Jonas, para um time mais ousado Bustos, lateral tem que saber cruzar, o WM não sabe...
Zaga: Desvantagem relativa, a de 2006 muito mais técnica e inteligente, a de 2008 mais força e talvez melhor bola alta com Sorondo (à confirmar).
LE – Grande desvantagem para o Marcão no apoio, grande vantagem pro Marcão na marcação, Marcão deverá subir só na boa, tem bom cruzamento. Vantagem tática, lateral é lateral.
1º volante – Edinho ´marcava` melhor, com a bola xiiii, então acho que teremos vantagem nesta posição com Danny ou Sandro (se confirmarem)
2º. Volante – Magrão toda a vida melhor do que WM
3º. Volante Alex não precisaria mais fazer a cobertura do LE Marcão que jogaria mais postado, pois nosso articulador seria o Guina – pé esquerdo, então teríamos que ter um 3º. Volante mais marcador (preferência pé esquerdo), liberando mais o Guina, logo este 3º. Volante não seria o Alex , pois hoje ele não se contentaria em ser um simples volante no time (além de não ter qualificação de marcador)
Guina e Tinga – O Tinga chegava mais na área porque tinha mais parceria no meio-campo, o Guina tem que jogar muito mais atrás, porque ele carrega muitas vezes o time sozinho, o que aconteceu em Dubai.
Atacantes – F9 e Nilmar, Nilmar melhor jogador do que o Sóbis, porém menos efetivo, o Nilmar não sabe jogar tocando a bola, tabelando, somente em velocidade penetrando na área, teria que ter um jogador de referência mais à frente, daí o Adriano poderia ser o companheiro dele, mudando um pouco a estratégia de 2006, agora com 02 atacantes de muita movimentação, com o Nilmar vindo um pouco mais detrás, jogando de frente pro gol.

Todo o problema do Inter seria achar uma situação boa pro F9 jogar mais perto do gol, solto para criar, e em nenhuma situação, a meu ver, seria ele jogar no meio-campo com o Alex de 3º. Volante, pois ficaria um meio-campo com pouca movimentação. Agravando isto, hoje jogamos com 03 atacantes mais F9, sobrecarregando ainda mais o Magrão e Guina.

Resumindo, o nosso problema é achar um 3º. Volante mais marcador com razoável chegada à frente, Roger tem esta característica, porém é muito novo para esta responsabilidade, isto deveria ser treinado durante as fases fáceis do Gauchão, mas coroando minha opinião de ser o pior Gauchão dos últimos 40 anos, ainda tivemos privilégio e ineditismo de um time grande como o Inter jogar com na maioria dos jogos com 03 zagueiros e também a inexplicável escalação com 03 atacantes mais o F9 na meia, isto não existe desde 1969, ficando na maioria das vezes um meio-campo de 02 (Magrão e Guina), bastaram Paraná, Ju e Caxias (quase) demonstrarem esta aberração tática.

Apesar do parágrafo acima, uma tentativa poderia ser feita, simplesmente, trocando-se as funções do Guina e Alex que passaria a ter quase a mesma função da LA2006, bem mais postado atrás e eventualmente cobrindo as subidas do Marcão, porém pela idade do Marcão estas subidas não poderiam ser muito constantes.

Se vier o Tinga de 3º. Volante, não vai ter prá ninguém, o Treinador pode cochilar....pois este time jogaria sózinho !

Outra tentativa poderia ser Danny, WM, Magrão e Guina, F9 e Nilmar, só que o WM de 2006, jogando como 2o. volante, postado e cobrindo a subida do Bustos, eventualmente até trocando com ele, mas repito, àquele WM de 2006, não o super-amigo de 2007 e 2008...

Mas a amizade é eterna, dane-se o Inter...



sexta-feira, abril 18, 2008

Alegoria do heroísmo

ESCRITO POR RAFAEL SEVERO

Fiquem frios, pois tudo vai dar certo. Eu garanto que vai: basta que cada um de nós ceda um pouco de heroísmo, o qual acumulamos como gordura pra queimar nos momentos de apuros. Todo mundo já cometeu um ato de heroísmo alguma vez na vida. A própria sobrevivência hoje em dia é uma questão de heroísmo.

Falo do próximo jogo contra o Paraná - não basta ir ao estádio torcer, temos que ser heróis. E os jogadores? Devem ser de aço em campo, heróis forjados pelo manto colorado, rubro como sangue. Tá certo que heroísmo não dá em árvore, mas de algum lugar esses "porras "vão ter que extrair a porra do heroísmo. Como aquele heroísmo do greNAL do século, onde viramos o jogo mesmo com um "herói" a menos.

Heroísmo do nosso último grande centroavante, o Gérson Cachaça, que mesmo debilitado pela AIDS, nos deu o único título de expressão no período de seca das décadas de 80 e 90. Aliás, lembro sempre desse período triste, pois ele nos indica o nosso grau de heroísmo, quando não abrimos da nossa paixão, do nosso coloradismo. Sim, nós resistimos. E somos heróis por isso. Como herói foi o Sóbis, quando levou heroicamente a bola entre os zagueirões do San Pablo e enfiou uma "patada" certeira, rente à grama, no canto do decantado herói san-pablino, Rogério Ceni.

Ou o que dizer dos incontáveis atos de heroísmo do nosso herói-mor, Fernandão? Conduziu o time com maestria dentro de campo e vibrou batendo forte no peito de aço após ter "atolado" a bola no fundo das redes do Ceni. Nosso herói não ergueu apenas as taças mais importantes da nossa história, ergueu junto toneladas da história heróica do Colorado gaúcho e brasileiro.

História feita por heróis como Abigail, Tesourinha, Larry, Bodinho, Don Elias, Falcão, Manga, Taffarel, Valdomiro, Tinga e tantos outros. Heróis como Abel Braga. Sim, Abel Braga, ainda que o que lhe sobre em heroísmo lhe falte em neurônios. Convoquemos, pois, a aura vencedora e heróica destes monstros sagrados para a quarta-feira. Que ela paire na atmosfera sagrada do Gigante, como na campanha da Libertadores 2006. Como no jogo contra o Libertad, por exemplo, quando afirmo para os amigos que nunca vi a torcida colorada tão participativa, tão heróica. Cantou e apoiou do primeiro ao último minuto do jogo, criando um caldeirão insuportável para os paraguaios. Foram 50 mil pessoas em pé, pulando e gastando a garganta. A Popular ocupava o beira-rio todo. E isso eu nunca tinha visto no Gigante, confesso. O Beira-rio ganhou aquele jogo.

Repito: precisamos ganhar o jogo de quarta como heróis, com bravura. Precisamos ser altruístas com o time. Então o seremos. Seremos mais, seremos heróis. Heróis como o Louis, que deu vida a seu coloradismo lá dos confins do Tio Sam. Heróis como o famosíssimo trio corneta, que leva porrada de tudo quanto é lado e ainda continua aqui, na boa, firme. Heróis como os ditos beatos de plantão, que manifestam cegamente seu amor ao clube. Heróis (ou heroínas) como a Diana, que conquistou brilhantemente seu espaço no meio desse "mar de sacos" que povoa a virtualidade do blógue. Enfim, heróis como os outros bloguistas e inúmeros comentaristas que por aqui marcam presença e fazem o espaço crescer...

Querem Saber? Toda essa minha alegoria sobre o heroísmo é bobagem! Tem é que jogar futebol. Além do mais, seria um desperdício gastarmos nossa cota de heroísmo com o pequeno Paraná...


quinta-feira, abril 17, 2008

Maior Corneteiro DO BV?

Só pra distrair um pouco pessoal (ve se não levam a serio como da ultima vez! É só pra passar o tempo até a proxima partida e esquecer essa ultima um pouco).

Todos sabem que aqui no Blog existe um Trio Corneta de ferro que amigavelmente martelam suas cornetagens diariamente no Blog. Chega a ser divertido ver eles enfrentarem outros que tentam derrubar suas opiniões. Os 3 são conhecidos como Nelson, CJR e Col ou pra facilitar o trio "Nelcol Jr.", o quarto honorario é o mestre deles o Wianey Carlet.

Mas qual deles é o Rei da Cornetagem? Tem que haver um, não? Deixo pra vocês decidirem. Para equilibrar depois podemos votar no maior "Carnavalesco" do Blog (agora imagina um debate entre os dois vencedores!). Vote e deixe sua opinião: Quem é o maior corneteiro do Blog? Acho que o vencerdor ficará feliz com o titulo!



Equívocos, aprendizados e meu colaborador.

Escrito por Diana Oliveira

AVISO: Meu post de hoje está extenso, mas são assuntos diferentes. Quem não quiser ler mais a respeito do jogo de ontem, pula pro fim que tem um texto do colaborador Estevam Robetti.

Credito a vitória em Caxias ao técnico Abel Braga, da mesma forma que o responsabilizo pela derrota de ontem. Primeiro (o maior) equívoco foi atuar com posições invertidas de Alex e Roger. Um é meia esquerda e jogou pela direita, o outro, direita e jogou pela esquerda. Infrutíferas condições para ambos e determinante para que se consolidasse extrema dificuldade da bola chegar até o Nilmar.

Através da transmissão ouvi do técnico Bonamigo a ordem para seu ataque entrar na área pelo meio. Aí vejo o segundo erro de Abel, foi sendo perceptível durante a partida que pelos lados não produzia com real perigo o time da casa e que a tendência seria o meio que estava escancarado. Então era urgente a entrada de um primeiro volante. Mas, que volante? Sandro ou Danny Moraes. Este último poderia até substituir Orozco, boa parte desse problema seria sanado: 352 e empate lá.

Até o primeiro gol sofrido a partida estava difícil, mas sob controle. O gol foi por acidente, Clemer (que vinha bem no jogo) escorregou no campo molhado e deixou a bola escapar. Daí pra frente o time se desestabilizou e que falta faz Fernandão. Outra questão, tudo bem, eu até disse adeus amor pro Edinho, mas sem um volante que guarde posição, ou zagueiro de líbero, com poder de marcação, fica difícil. Esse jogador não é Guiñazu, nem Magrão, ambos avançam constantemente, jogam mais soltos. Eu quero um Edinho que saia jogando, pois inteligentemente o Paraná foi pra cima do Marcão e perdemos a única via de saída de bola: esquerda. Se não tem esse volante, então volta amor que pelo menos não tomamos gol! Mas sabemos que o elenco oferece jogadores pra função, um dos dois garotos que citei acima.

Entendo que com tantas baixas o técnico tinha poucas opções para esta posição, contudo, era imprescindível que buscasse uma solução dentro do grupo, mesmo que esta não fosse a primeira idéia. Mesmo havendo a preferência por mudar de esquema. A tática usada em Caxias vinha garantindo um resultado positivo na noite de ontem, mas no primeiro gol sofrido, passados dez minutos, Abel deveria ter tido alcance para efetivar essa modificação. Pois um gol era vitória magra, dois já complica. O segundo gol foi falha braba da defesa.

Mas dá pra reverter? Claro que dá. Começa pelo ataque, Fernandão junto do Nilmar na área. São três na zaga do Paraná e todas as atenções ficam no golden boy. Com capitão por ali o foco obrigatoriamente se divide. Depois, um primeiro volante de carteirinha. Continuando e sempre importante lembrar, sem Alex na direita e Roger na esquerda! E pra completar, Magrão ou Guiñazu cobrindo a marcação do Bustos no lateral esquerdo deles que jogou muito bem - na dificuldade de cruzar, avançava em diagonal com velocidade.
É isso. Casa lotada e vamo-le-que-vamo.

Conforme anunciado, aí está a contribuição nesta coluna do Enciclopédia.

Escrito por Estevam Robetti,

Estamos em época de apresentação de balanços no futebol brasileiro, então, vamos falar um pouco desses números: O Internacional é um dos clubes que mais evoluiu no sentido de crescimento de receitas no futebol brasileiro, porém, isso não quer dizer necessariamente que tudo foram flores:

O Inter teve um faturamento em 2004 de R$ 64,757 mi, fruto principalmente das vendas de Nilmar e Daniel Carvalho, sendo que o custo do departamento de futebol do clube (salários e gratificações de jogadores, comissão técnica, etc) ficou em torno de R$ 28,493 mi. Claro que existiram outras saídas de dinheiro do clube, mas convém analisar que, as principais empresas de análise financeira e auditoria no mundo esportivo sugerem que um clube deve manter o custo de seu departamento de futebol em, no máximo, 60% do faturamento. Nesse ano esse custo ficou em 44%.

Em 2005 o Inter, dando seguimento ao seu plano de reestruturação financeira e futebolística, apesar do sucesso nos gramados, teve um faturamento de R$ 49,658 mi, representando 23% de queda em relação ao ano anterior. Isso ocorreu porque o Inter não vendeu jogadores relevantes e com isso não fez caixa, e com a política de contratos longos, viu seu custo no departamento de futebol bater nas alturas (eu não tenho os números exatos, mas segundo as estimativas, o custo do futebol foi de R$ 55,93 mi – 112% do faturamento)... Caímos do 5.º lugar em faturamento no país para o 9.º lugar.

Já em 2006, ocorreu uma reviravolta e o Inter, embalado pelas vendas de jogadores e pelos títulos da LA2006 e do Mundial bateu recorde em faturamento, atingindo R$ 108,9 mi, o segundo maior faturamento do Brasil, atrás apenas do São Paulo (R$ 120 mi). Só que os custos do departamento de futebol atingiram R$ 78,3 mi (40% a mais que no ano anterior), o maior do Brasil, e representando 72% do faturamento do clube. Claro que tivemos comissões, prêmios e vendas de jogadores (que geram custos também) mas ainda assim é um valor extremamente alto. Outro fator a ser analisado também é que, desses R$ 108,9 mi, R$ 47 mi foram provenientes de vendas de jogadores, sendo que o custo foi de R$ 22,7 mi (entre divisão de direitos de jogadores, comissões sobre vendas, etc..), ou seja, tivemos um lucro de aprox. R$ 24 mi. E também desse número podemos tirar que, sem a venda de jogadores, o Inter faturou R$ 62 mi em 2006, ou R$ 5,2 mi por mês. É um número bastante expressivo.

E agora temos 2007. Segundo a Lei 10.672/03, art. 46-A, inciso I, os clubes são obrigados a apresentar seus balanços até o último dia do mês de abril do ano seguinte. Esse ano vamos ter a possibilidade de visualizar como foi o ano do Inter sem os títulos e principalmente, responder a principal dúvida do ano passado: quanto foi e aonde foi aplicada a grana da venda do Pato. Será interessante ver também como foram as despesas com futebol, pois se considerarmos que até o fim do ano passado estimava-se que a folha do Inter beirava os R$ 3 mi/mês, e considerarmos um coeficiente de encargos (+/- 100% s/ folha) teremos um custo mais ou menos igual a 2006, se não for maior. Será que conseguimos atingir aquele patamar "ideal" de 60% que eu citei acima? Só o Balanço dirá. Quem for assinante da Zero Hora, fique atento, até o fim do mês o Inter deve divulgar o balanço nos principais jornais do estado (quem puder, guarda uma cópia pra mim, pois o Inter não divulga na internet), o Corinthians acabou de divulgar o dele, então o do Inter não deve tardar.

Confiante?!

por Marimon (MSN - tmarimon@hotmail.com)

Bom dia (?), é com grande prazer que estréio hoje aqui no BV. Não tão animado quanto eu gostaria, depois do tufo de ontem.

Meu nome é Thiago Marimon, tenho 26 anos, sou gaúcho, de Pelotas, onde fiquei até 99. Depois de algumas idas e vindas, em 2002 cheguei em Porto Alegre, onde fiquei até fevereiro de 2007, quando vim para São Paulo. Sou colorado desde que me entendo por gente, segundo a classificação da minha mãe, "chato de tão colorado". Hoje, depois de 05 anos vivendo o time em Porto Alegre, as alegrias, flautas, amizades, o Gigante lotado, minha mãe diria que sou "insuportável de tão colorado".

Coube-me a amarga missão de estrear comentando uma derrota. E não é qualquer derrota. É a 3ª derrota do ano, de um time que nas estatísticas é quase imbatível, mas que quando enfrentou adversários um pouco mais qualificados, em competições oficiais, desabou.

Buenas, após o resultado de ontem só me resta comentar o jogo. O time que vi em campo ontem me pareceu inicialmente mais equilibrado que aquele que venceu fora de casa no final de semana. Se houveram dúvidas em relação ao esquema adotado contra o Caxias, se 4-4-2 ou 4-2-4, ontem, ao ver a escalação pensei em um 4-4-2 clássico. Alex, Roger, Guiña e Magrão compondo o meio campo. Portanto, de minha parte, não cabem críticas ao Abel em função do esquema tático. Foi uma escolha, que se mostrou a errada, mas não deixa de ser uma escolha, e não uma invenção!

Poderia dizer que a vitória do Paraná foi construída em cima de erros individuais de nossos homens de defesa, mas acho que isso só ia mascarar a falta de criatividade do nosso time. Para mim a derrota passa, e muito, pela inoperância do meio-campo. Alex eu não vi jogar, se cabe ao craque aparecer nas horas difíceis, ele está me devendo uma aparição. Roger não me surpreendeu, continua jogando nada, muita vontade, bastante correria, produtividade zero.
Temos uma dupla de volantes com um incrível poder de marcação e com uma boa qualidade técnica, mas abrimos mão desses jogadores em função do esquema, mais uma vez. Nosso meio campo não cria, a bola não chega na frente.

Não acho que tudo esteja perdido, muito embora alguns de nossos jogadores queiram transformar o confronto com este adversário segundino em um épico, alegando ser touca. Acredito que as pretensões do Inter, para este ano e, principalmente para o Centenário, são infinitamente maiores que o Paraná. Mas o Inter que vi ontem, definitivamente, não é o que eu gostaria de ver em campo.

O time que gostaria tem um volante, seja o Edinho quando voltar, seja o Danny improvisado, pois precisamos do apoio de Magrão e Guiña para colaborar com o meio-campo. E acredito que com um jogador protegendo a zaga essa dupla teria mais liberdade em ajudar no apoio.
O time que gostaria de ver tem Adriano na frente, que, mais uma vez, fez mais que o Iarley.
Nesse meu time, jogadores como o Tales, jamais são colocados em uma fogueira como aconteceu ontem, foi a primeira vez que vi esse guri em campo, mas na verdade nem ouvi o nome dele, o cara que tem culpa disso atende pelo nome de Abel Braga. Tivemos um gauchão inteiro para testar a gurizada, o que quase não foi feito, aí ele resolve lançar no final de um jogo como o de ontem.
Nesse meu time jogador, técnico e direção falam somente o necessário, jogador é escalado pelo momento e não pela história, quando sai um atacante entre um atacante, quando sai um lateral, entra um lateral.

Mas como esse meu time não está em campo, só me resta continuar com bastante esperança, acreditando que temos todas as condições de matar o Paraná em casa e começar a jogar contra times de verdade. Logo, confiante eu ainda não estou, espero adversários à altura do Inter para ter confiança nesse time, portanto continuo votando igual, e vc´s?!!

Grande abraço e espero voltar quinta que vem com melhores notícias!


quarta-feira, abril 16, 2008

O ANO COMEÇOU MAL

Eu escrevi ontem que o Ano começava hoje. E começou mal. Dubai e Gauchão somados não tinham a importancia do jogo de hoje. Não só porque a Copa do Brasil leva a Libertadores mas porque essa serie contra o Paraná vai dar o tom ao Inter de 2008. Começando assim nem é tanta surpresa. Porque achama que venho colocando essa enqueta a 2 meses no Blog? Porque vi muita gente delirando com o time por causa de vitorias no Gauchão. Gente o Gaúchão não é parametro. Os adversarios são atletas de terceira ou quatra categoria. O Ano começava hoje!

O time jogou mal. Parece nem ter entrado em campo. Não culpo o Clemer no Gol. Sim ele poderia ter defendido, mas o time com ou sem aquele gol não fez nada ofensivamente. Iarley foi lamentavel. Roger lamentavel. Nilmar inexistente. Ninguem se salvou.

Agora só resta acontecer um mini-milagre no Beira Rio semana que vem. Não é impossivel ams vai ser muito complicado. O Parana vai vir fechado e 2 a 0 so lava para os penaltis e se tomarmos um gol...nem se fala.

Bla Bla Bla e gol do Parana. Hoje foi assim.



Certeza

Postado por Malafa

Certeza que ninguém ainda sabe a escalação do Inter pro jogo de hoje à noite contra o sempre encardido Paraná. Nem o Abel, que deve ainda estar maquinando hipóteses em seu cérebro.

Certeza que todos os colorados estão confiantes em mais uma vitória rubra na partida de logo mais, assim como certeza que toda essa confiança na vitória esconde uma pontinha de preocupação por conta dos papelões que fizemos nos últimos anos jogando lá pelo Brasileirão.

Certeza que vamos ter uma grande representação no estádio, visto a grande colônia gaúcha no estado e na vizinha Santa Catarina. E sim, isso é um misto de conclamação e intimação para que os colorados da região se mobilizem e compareçam ao estádio para empurrar o time.

Certeza que devido ao frio instaurado na capital e no estado nos últimos dias a cervejinha fica prejudicada. Nada que um vinho que abri ontem em homenagem à lasanha que estava no forno não substitua. Só fico triste por ainda não ter aparecido o pinhão.

Certeza que não chove o resto da semana. E não é pela frente fria que paira sobre o estado (sim, eu assisto ao Weather Channel – pra quem viu Leis da Atração =o), mas pela quantidade de secador que teremos pelo próximo mês. Para os agricultores, má notícia, a estiagem só deve acabar quando começar o Brasileirão.

Agora a dúvida: quem entra no lugar de Fernandão? Li de hipótese até do Gil na lateral e Guiña no meio. Por que não testar o Tales logo de cara? Tá, eu sei que o Abel não bota os guris pra jogar assim no mais, mas... Das hipóteses a que menos me agrada é o Roger, a quem eu saí em defesa várias vezes ano passado. E a quem ando com os dois pés atrás ultimamente.

Mas vambora, chega de dúvidas e divagações. É Colorado pra cima deles e 2x0 gols do Alex Seleção (olha que desse jeito ele chega lá mesmo – craque do Gauchão já ganhou) e do Nilmar. Vamo vamo Inter!



++++++++++

PS: o Fabiano Heves é tão colorado como o Ceni. Pode largar uma bolinha também nos pés do Nilmar, né Fabiano? Hehe

PS2: a foto não tem nada a ver com o assunto de hoje, apesar de ter o Ji-PARANÁ nela. Mas que felicidade ver ele e o Sorondo treinando de novo. Dale!

(foto: Atila Sbruzzi)


2008 COMEÇA HOJE

Eu sei que a gente começa a focar no Gaúchão e esquecemos o que sempre falamos em Janeiro; que o Gaúchão não tem importância alem de preparação. Mas com o passar das rodadas tratamos o Gauchão como se fosse vida ou morte. Não é. Por isso digo que HOJE, sim HOJE começa realmente o ano de 2008. Até agora tudo que se viu; Dubai, Gaúchão e primeira fase da Copa do Brasil foi tudo Pre-Temporada. É agora que o bicho começa a pegar. Lembrando que é o primeiro adversario da primeira divisão que enfrentamos no Brasil(ah sim eles foram rebaixados mas mesmo assim).

É agora que os jogadores tem que começar a confirmar o trabalho da "Pre Temporada". É agora que Alex tem que continuar jogando bem e decidindo, é realmente agora que precisamos de Nilmar, é agora que o Abel não pode bobear. Esquece Dubai. Esquece as goleadas no Gaúchão, esquece tudo porque 2008 começa HOJE. Preparem-se!

PS: Teremos Gonça TV? To precisando!

PS: Pô com todo respeito ao Romario, ve se voce se aposenta de vez. Essa de ficar anunciando aposentadoria a cada 6 meses e ter que aturar as reportagens na TV da Globo sobre ele é dose. Tudo bem uma vez, mas já é a decima vez que to assistindo nos ultimos anos a uma reportagem falando sobre ele, os Mil gols e ele se auto-proclamando "O Cara" e ainda por cima é quase certo ter que escutar a voz e o jeito irritante do Galvão Bueno nesses clips. E cada vez a Globo cai no papo dele. Daqui um pouco tem o jogo de despedida e ai vai tudo ao ar de novo...haja saco.

terça-feira, abril 15, 2008

Agora é guerra!

Escrito por Davi #11 – Colorado em Angola

O futebol sempre foi uma constante na minha vida. Tanto nas horas boas quanto nas horas ruins, mas sobretudo como imensa e inesgotável fonte de prazer e de satisfação.

Certa feita me questionaram o que o futebol me proporcionava. Se colocava comida na mesma, se pagava minhas contas, se financiava meus estudos. Enfim, qual era o retorno de tamanha devoção e apreço por um simples esporte e acima de tudo, por um "simples" clube.

Qual o retorno? Inúmeras foram as amizades "para toda a vida" e também infindáveis foram as alegrias que o popular esporte bretão me proporcionou, e ainda me proporciona. Hoje, mais do que debater sobre nosso amado colorado, RELIGIÃO que não se explica e sim sente-se, este espaço é destinado a unir pessoas em torno de um só ideal, de um objetivo comum, mas sobretudo, de criar amizades, estreitar vínculos e aproximar as pessoas. Espero humildemente contribuir para tanto.

O amor pelo colorado herdei de meus pais, e assim serão meus filhos, netos, e oxalá bisnetos. Sou bacharel em Ciências da Computação, gaúcho de Passo Fundo (salve Teixeirinha) e atualmente trabalho como programador no Ministério das Finanças da República de Angola. Muitos são os frequentadores do blog não residentes em território brasileiro, e tenho certeza que todos, assim como eu, levam sempre consigo amor e devoção à sua terra, aos seus costumes, ao seu povo, e acima de tudo, ao nosso Internacional.

Feita a apresentação, vamos ao que interessa :-)

Devido ao contexto de jogos decisivos que se anuncia, acredito que nos próximos dias teremos uma noção exata do que esperar do Inter este ano. Otimismos e pessimismos a parte, sem entrar no mérito de preferências táticas e de escalação, cada jogo agora é uma decisão. E decisão é guerra.

Uma má atuação e um resultado adverso podem ser irreversíveis. E não apenas o semestre, mas também o ano pode ser influenciado pelos próximos jogos. Sem resultados a pressão aumenta, e espero nada menos do que mobilização e concentração total de comissão técnica, jogadores e direção, numa comunhão para retomada dos títulos. E se cada jogo agora é decisão, assim deve ser encarado o jogo de quarta-feira.

O Paraná tem um histórico recente de complicar jogos. Tecnicamente é um time limitado, e que recentemente tem jogado no seu setor ofensivo com 2 garotos com idade para jogarem nos juvenis, Giuliano (17 anos) e Everton (19), cuja pouca experiência pode ser aproveitada pelo colorado. Velhos conhecidos como o goleiro Fabiano Heves e Daniel Marques são titulares, o que comprova a limitação técnica da equipe. Os laterais são fracos no apoio, e o time depende bastante dos lampejos do meia Joelson e do meia-atacante Cristian, ex-Palmeiras.

Em condições normais de clima e temperatura, somos superiores e favoritos, mas superioridade se confirma em campo. É o típico jogo perigoso, e que nos últimos anos o Inter tem enfrentado dificuldades.

No momento em que as opções de Abel Braga foram reduzidas drasticamente, e é possível que Fernandão seja mais uma baixa, tenho inúmeras ressalvas contra “invenções”. Por motivos óbvios, a formatação tática e consolidada que vinha sendo usada ao longo do semestre não estará em campo, e amanhã, independente da escolha do Abel, teremos um time cuja escalação não foi testada e afirmada com uma sequência significativa de jogos.

É o momento de compensar todas as adversidades com dedicação, empenho, garra, obstinação e cumplicidade; as mesmas qualidades que vi em campo no domingo.

Agora é guerra! Vamo vamo Inter!

Muito Prazer!

Escrito por Daniel Chiodelli

Primeiramente gostaria de cumprimentar a todos que participaram do Mata-Mata. Foram vários temas e formas de abordá-los, todos interessantes e instigando o debate em altíssimo nível. Dá gosto de ver tantos colorados debatendo sua paixão de forma tão inteligente e articulada. A parceiria é forte!

O Mata-Mata é legal porque você escreve no anonimato. Você não é votado, mas sim o seu texto. Pra mim, foi uma honra e um privilégio ter minhas palavras publicadas aqui. O público é qualificado e, por conseqüência, a banca julgadora também. Platéia difícil!

Bueno, permitam que eu me apresente. Nasci em agosto de 1976. Sou gaúcho do interior, do município de Pinheiro Machado - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinheiro_Machado_(Rio_Grande_do_Sul). Em 81, fui morar em Cascavel/PR, terra de muitos gaúchos e, é claro, de muitos colorados. Foi lá, no oeste paranaense, que assisti pela televisão ao gre-nal do século e a Inter x Olímpia em 89. Em 90, fui morar em Caxias do Sul. Em 92, vim duas vezes ao Beira-Rio. Vi o “Gato” Fernandez pegar dois pênaltis contra o rival e, depois, vi Célio Silva chutar a bola e o chão contra o Fluminense. Em 94 vim morar em Porto Alegre, onde cursei a faculdade de Direito. Em 99, comecei a trabalhar como servidor público federal. Em 2003, mudei-me para Uruguaiana, retornando à Capital em 2004, quando me tornei sócio do Inter. E, agora, aqui estou.

O que me leva a escrever, além do gosto pelo difícil exercício da língua portuguesa, é o meu sentimento pelo Inter. Ser colorado pra mim é mais que torcer por um time de futebol, é uma questão de identidade cultural. É identificar-se com o clube e tudo aquilo que ele representa não só no contexto esportivo, mas também sócio-cultural gaúcho, brasileiro e mundial. É ter orgulho não apenas das conquistas do time, mas também da forma como elas foram construídas dentro e fora de campo. É ter ídolos por aquilo que eles fizeram nos gramados, mas também porque seguiram honrando o manto vermelho e o povo colorado após pendurarem as chuteiras.

No Mata-Mata, procurei expor o que penso sobre o momento atual do Inter. No primeiro texto, “Investindo na Auto-Estima”, fiz uma leitura resumida do time e do clube. No segundo, “Meu Amigo Eliseu”, brinquei um pouco com algumas das diversas faces do torcedor. O Eliseu é inspirado em alguns amigos, um pouco no “trio corneta”, mas também tem muito de mim nele. Daniel e Eliseu são meio como Jeckil e Hyde. Por fim, “Rei Vitório I” (muito provavelmente escrito pelo Eliseu) traz uma leitura da figura centralizadora do nosso atual presidente. Píffero faz parte do projeto político vitorioso dentro e fora de campo que chegou ao poder no Inter em 2002, mas suas características pessoais, às vezes, me preocupam.

A partir de hoje, será realmente um grande prazer poder escrever aqui! Para mim, isto é um grande título! Digo isso porque meus maiores títulos na vida, depois do maior de todos que é a paternidade, são as inúmeras amizades que constituí. Pois, agora, espero erguer mais uma porção de taças.

Entretanto, pra não dizer que não falei de flores nesta minha primeira participação "oficial", contarei uma breve história para abordar um dos temas preferidos aqui no BV: Abel Braga.

Após o trágico Brasileirão de 2005, tão logo Abel foi anunciado como novo técnico colorado, resolvi contrariar a lógica: botei na cabeça que iria dar certo. Apesar de todo o seu currículo de “vices” aliado ao histórico de “quases” do Inter, achei que algo como associar a Teoria do Caos à Lei de Murphy poderia funcionar. Sei lá, tipo, menos com menos dá mais, sabem? Mas, por mais que eu tentasse criar uma explicação mirabolante para acreditar no improvável, eu enlouquecia com os times que ele escalava e com as suas três substituições por jogo. Ele sempre faz as três, já repararam?

Só que, afora o Gauchão de 2006, o Abel, que já tinha feito uma baita campanha na primeira fase da Libertadores, determinando o segundo jogo dos mata-matas sempre em casa, não parou mais de ganhar. Pois foi aí mesmo que resolvi criticá-lo pra valer. Já não mais por convicção, mas por pura superstição. E não é que funcionou!

Só que no ano passado eu não conseguia mais fazer isso. Eu tava feliz demais! Não tava nem de ressaca, eu ainda estava bêbado! Mas agora já passou. Então veio o jogo contra o Caxias neste fim-de-semana. Quando vi a escalação do Inter, surtei! Começa o jogo, o Marcão é expulso e nada do Abel mexer no time no primeiro tempo. Veio a segunda etapa, Nilmar é substituído pelo Roger e eu quase entrando pela televisão. Resultado: Caxias 0 x 1 Inter.

Portanto, resolvi adotar novamente meu rito supersticioso de 2006. Vou descer a lenha no Abel desde já. Nem sei que time ele vai inventar para amanhã, só sei que é loucura total, sandice completa, doideira absoluta! Dele? Não sei. Mas minha é, com certeza. Afinal, de técnico de futebol e de louco, todo mundo tem um pouco.

Mas, enfim, se é pra ser louco, que seja por futebol, que seja pelo Inter, assim como eu sou: igualzinho a vocês!

Baita abraço a todos!